Autor: Felipe Gubert

  • SEO e escaneabilidade: hacks para você aparecer nas primeiras páginas do Google

    SEO e escaneabilidade: hacks para você aparecer nas primeiras páginas do Google

    O que há depois da primeira página de busca do Google é um mistério. Raros são aqueles que se aventuram a pesquisar muito além dela. Assim, não é à toa que esse espaço na internet é tão cobiçado. O segredo para aparecer por lá, aliás, é o assunto desse artigo, E acredite: é muito mais sobre estratégia do que sobre mistério e sorte. Hoje eu vou falar de SEO e escaneabilidade. 

    SEO e escaneabilidade: o que são?

    Vamos começar pelo começo. Porém, antes de ler dicas e estratégias, é fundamental que você entenda o conceito de cada um.

    SEO

    É  a sigla para Search Engine Optimization. Ou seja: otimização para mecanismos de busca. Em outras palavras, você aperfeiçoa seu site, blog ou página da web para convencer o Google de que o seu conteúdo merece aparecer nas primeiras páginas.

    Basicamente, os motores de busca do Google “avaliam” o seu conteúdo. Nessa avaliação, o buscador descobre quais páginas oferecem as melhores respostas para as pesquisas dos usuários. Por fim, aquelas que se saírem bem aparecerão primeiro. 

    Uma boa notícia: as estratégias de SEO são orgânicas. O que isso significa? Que você não precisa investir em mídia paga para aplicá-las.

    Escaneabilidade

    O seu conteúdo escrito é o foco das estratégias de escaneabilidade. Por isso, deve ser organizado de forma que facilite a sua leitura e compreensão.

    A escaneabilidade, por sua vez, não é exatamente um requisito direto usado pelo Google para rankear a sua página. 

    Entretanto, o buscador leva em consideração a relevância e qualidade do conteúdo publicado (e por consequência, da experiência do usuário). Portanto, não é difícil deduzir que um texto que escaneia bem é mais um passo em direção ao topo do ranking do Google.

    Os melhores hacks de SEO

    Agora que você já conhece a teoria, vamos à prática. Estima-se que o Google tenha cerca de 200 fatores considerados na hora de realizar o rankeamento de suas páginas. É claro que a empresa não revela todos eles, mas é de conhecimento geral que eles são divididos em dois grupos: On Page e Off Page.

    A melhor maneira de adaptar o seu site ou blog a esses critérios é conhecendo eles:

    Critérios On Page

    Essas são otimizações que devem ser feitas nas suas páginas. Alguns exemplos são:

    • Conteúdo: tudo aquilo que está dentro da sua página ou site. O conteúdo, então, deve ser informativo, claro, conter palavras-chave e estar bem organizado
    • Título e meta description: o título e a breve descrição que aparecem em cada resultado mostrado pelo Google em uma pesquisa. Portanto, eles devem ser coerentes, curtos e conter a palavra-chave que define o seu negócio, por exemplo.
    • Heading tags: aqui, eu falo da organização de títulos, subtítulos e intertítulos. Eles servem para ajudar o leitor a consumir de forma mais assertiva o seu conteúdo
    • Imagens: não é só a resolução que importa. Até mesmo a legenda usada e o nome do arquivo, por exemplo, podem ajudar você
    • URLs: uma boa URL é curta, vai direto ao assunto de sua página e traz em si uma palavra-chave do conteúdo

    Os motores de busca vão avaliar cada um desses fatores — entre outros, é claro. Dessa forma, conseguem entender do que se trata a sua página e a indexar corretamente no Google. A partir deles, o Google também sabe se o seu conteúdo é organizado, informativo e de qualidade.

    Critérios Off Page

    Aqui, os critérios dizem respeito aos fatores externos. São eles que mostram se o seu site ou página é referência dentro de sua área de atuação. Dá uma olhada no que os motores de busca do Google avaliam: 

    • Backlinks: os backlinks são aqueles links que você inclui no seu texto e que levam o leitor à outra página. Assim como quando você lê um artigo meu e encontra um link que te leva para outro conteúdo do meu blog. Por fim, os motores de busca vão avaliar a quantidade de backlinks usados. E não é só isso: avaliam também a diversidade e o contexto no qual eles aparecem
    • Buscas diretas: as pessoas buscam diretamente pela sua empresa ou por seu conteúdo no Google? Se sim, saiba que esse é um critério avaliado pelo buscador
    • Sinais sociais: o famigerado engajamento. Se o seu conteúdo tem bastante curtidas, compartilhamentos e comentários, logo, seu sinal social será forte
    • Menções à marca: outras páginas têm publicado conteúdos com links que levem o público para o seu site? Então, o Google entenderá que você é uma referência no assunto com o qual trabalha

    Como fazer uma boa estratégia de SEO

    Agora que você já sabe como o Google avalia o seu site, é hora de aprender a criar uma boa estratégia de SEO. Eu trouxe algumas dicas para você começar a sua:

    1. Defina o objetivo da sua estratégia. Você deseja vender mais? Ter mais autoridade no ambiente digital? Reduzir o custo de aquisição de leads?
    2. Defina a persona do seu objetivo. Agora, é com ela que você irá se comunicar
    3. Utilize ferramentas de SEO. Elas são disponibilizadas de forma gratuita pelo Google, como o Google Analytics e o Google Search Console. Em suma, essas plataformas vão te ajudar com diagnósticos da situação do seu site. Não somente, também darão insights valiosos para a otimização do seu conteúdo.

    Como ter um conteúdo escaneável

    Lembra que eu falei sobre a escaneabilidade ter a ver com o conteúdo escrito do seu site, blog ou página? 

    Da próxima vez que escrever algo para as suas plataformas, lembre-se de seguir essas boas práticas:

    • Use parágrafos curtos. Eles facilitam a leitura e proporcionam conforto virtual. Importante: não esqueça de usar um espaçamento razoável entre as linhas;
    • Faça uso de um vocabulário simples. Não dá para deixar os termos técnicos de fora? Então, lembre de escrever explicações mais simples sobre eles
    • Alinhe o texto à esquerda. Há quem acredite que um texto justificado é a melhor opção. Porém, para o Google, isso é algo que deve ficar no passado. O alinhamento à esquerda, por exemplo, facilita a leitura. Além disso, não desconfigura o texto dependendo do lugar de onde o usuário está acessando o seu conteúdo
    • Use subtítulos. Eles são um guia para que o leitor entenda o seu conteúdo. Por outro lado, como já mencionei, eles são importantes para o seu blog ranquear bem nas páginas do Google
    • Use a sua palavra-chave com frequência. Você deve usá-la no título, em um intertítulo, no começo, no meio e no fim do texto. A propósito, não se esqueça: faça essas inserções de forma natural. O Google preza pela qualidade
    • Utilize recursos visuais. Imagens, vídeos, gráficos, negritos, itálicos, listas… Isso enriquece o conteúdo.
    • Escreva palavras de transição. Alguns exemplos são: “aliás”, “entretanto”, “dessa forma” e “por exemplo”. Essas palavras dão fluidez ao texto.

    São muitos os detalhes, né? Para ajudar, você pode utilizar plataformas que servem para identificar melhorias no seu texto. A Yoast é um exemplo. Entretanto, nunca caia no erro de pensar que a tecnologia é uma perfeita substituta para o trabalho humano. 

    A capacidade de nosso cérebro ainda é o nosso ponto mais forte. 

    O conteúdo do seu site é escaneável e otimizado para SEO?

    Se ainda não é, a minha dica é que você analise o seu conteúdo e liste tudo o que precisa ser melhorado. 

    E é claro que não é só isso. Por exemplo: quando se trata de SEO e escaneabilidade, existe um mundo inteiro de possibilidades a ser explorado. Possibilidades, aliás, que se ampliam de acordo com o seu nível de entendimento sobre o assunto

    Não se esqueça: você não precisa explorar esses caminhos sozinho. Inclusive, não somente as ferramentas que eu citei podem te ajudar nessa jornada de hacks. Alguém que entenda do assunto vai fazer diferença no seu trabalho. Pense nisso.

  • Empresa estagnada: quais erros você está cometendo?

    Empresa estagnada: quais erros você está cometendo?

    Às vezes, a sua empresa nem sequer está em uma situação ruim. No começo, você não se preocupa, pois acredita que o nome disso é estabilidade. O tempo passa e a verdade vem: a sua empresa está estagnada. 

    O lucro não aumenta. Além disso, os clientes permanecem os mesmos e até os funcionários parecem acomodados. Se identifica com essa situação? Se sim, saiba que está na hora de fazer algo para mudá-la. 

    Isso porque agora o momento até pode parecer de calmaria. Entretanto, eu te garanto uma coisa: o futuro não é gentil com as empresas estagnadas. Eu já vi muitos empreendedores passarem por isso. No fim, o resultado da falta de ação é o seguinte:

    • A empresa será passada para trás pelas concorrentes que estão se esforçando para expandir e conquistar mais espaço no mercado;
    • Consequentemente, os clientes dessa empresa gradualmente a abandonarão;
    • A vulnerabilidade se tornará um problema maior. Isso por que a estagnação enfraqueceu a estrutura da empresa;
    • A insatisfação com a empresa será generalizada e atingirá até mesmo os funcionários. Afinal, não encontrarão mais uma motivação para trabalharem melhor, uma vez que o local já não apresenta nenhum futuro.

    Você não quer ter que lidar com isso, quer? Eu tenho certeza que não. Portanto, o primeiro passo para não deixar que a sua empresa fique estagnada é saber identificar os sinais que indicam. Exemplo: quais os erros que estão sendo cometidos e que a impedem de evoluir? Como saber se minha empresa está estagnada?

    Cada caso é um caso. Ou seja: a estagnação pode se apresentar de formas diferentes de acordo com cada empresa. Mesmo assim, alguns sinais podem ser comuns para todas. Eles têm, contudo, origens em erros bastante recorrentes.

    O faturamento é basicamente o mesmo dos anos anteriores

    Faça o seguinte experimento: cheque quanto a sua empresa faturou em determinado período. Depois, compare com os ganhos do mesmo período do ano anterior. Se não houve nenhuma mudança significativa, a empresa está estagnada.

    Como resolver: o que uma empresa precisa para lucrar mais? Vender, é claro. Portanto, é nas vendas que você vai concentrar os seus esforços. Lance um novo produto, se possível. Otimize a experiência do cliente, invista em uma campanha de marketing agressiva. Não menos importante: invista na sua equipe de vendas, pós-vendas e suporte. Por que um cliente voltaria a comprar, se o atendimento recebido não foi bom?

    Os custos operacionais têm sido bastante altos

    Muitas empresas insistem em manter, por exemplo, sistemas de gestão que já não são mais tão eficientes. Na ponta do lápis, não abrir mão desse sistema representa um custo que poderia ser cortado.

    Organizações podem ter muitos gargalos como esse. Um produto que está no estoque há meses e não tem giro, por exemplo. Ou funções que não têm sido tão bem desempenhadas quanto poderiam… Em suma, a resolução desse problema está justamente na constatação das falhas.

    Como resolver: para fazer essa constatação, faça uma análise completa e bem detalhada do seu negócio. Dessa forma, você vai conseguir se concentrar totalmente nos seus processos. Por consequência, vai identificar falhas com mais clareza. Quando identificá-las, então, comece a traçar estratégias para resolvê-las, uma de cada vez.

    Os clientes têm reclamado com frequência

    A opinião dos clientes é um termômetro de como a sua empresa está se saindo no mercado. Afinal, eles sempre têm algo a dizer. As reclamações são constantes? Então, não há mais dúvidas. De fato a sua empresa está deixando a desejar em algum ponto.

    Como resolver: simples, ouça seus clientes. Geralmente, as reclamações são bastante específicas e entendê-las não vai demandar muito esforço. Portanto, liste quais pontos devem ser melhorados e comece a trabalhar para recuperar a satisfação de seus clientes.

    Uma dica extra! Se você leu e pensou: “ah, mas eu nunca ouço uma reclamação da minha empresa”, é porque provavelmente as reclamações não chegam até você. Fale com sua equipe de atendimento, interaja por algum tempo com alguns clientes, por exemplo. Dessa forma, você vai conseguir entender onde podem estar os problemas de atendimento.

    Sua empresa já não tem inovado tanto

    Há muitos gerentes que tentam justificar a estagnação afirmando que “sempre fizemos assim e deu certo”. Algumas estratégias podem, sim, ter dado muito certo no passado. Infelizmente, isso não significa que elas continuem sendo adequadas agora, no presente. A empresa que não tenta se adaptar ao futuro está fadada a ter seus dias de lucro e prosperidade restritos no passado.

    Como resolver: a inovação pode vir de diversas formas. Pode ser a necessidade de comprar um maquinário novo, por exemplo. Talvez você precise de um sistema que integre todos os setores da sua empresa. Outro caminho é a adesão ao marketing. Ou seja: aprender a se posicionar no mercado de forma assertiva e que impacte de verdade a percepção de seus clientes (e futuros clientes).

    Se a sua empresa está estagnada…

    …e você não sabe por onde começar o processo de correção de seus erros, está na hora de buscar a ajuda. Para isso, você precisa de um profissional que saiba como fazer o seu empreendimento se reerguer. Ou que ainda esteja pronto para te ajudar a identificar as razões pelas quais seu negócio parou no tempo. 

    Não importa a razão pela qual a sua empresa está estagnada. O primeiro passo é comum para todas as situações: você precisa começar a agir agora.

  • Todo mundo pode ser empreendedor?

    Todo mundo pode ser empreendedor?

    “Espírito empreendedor” é uma expressão que, aparentemente, veio para ficar. De todos os lados, vejo muitas pessoas se referirem a ela como uma forma de mostrar que empreendedorismo é um dom. Hoje, entretanto, eu gostaria de questionar essa ideia. Afinal, para mim, o empreendedorismo não é uma dádiva dominada por poucos: eu acredito que todo mundo pode ser empreendedor.

    O mito do empreendedorismo como dom

    Por definição, um “dom” é uma aptidão supostamente natural, que nasce conosco e que desempenhamos sem muito esforço. Se levarmos em consideração esse ponto de vista, é como se estivéssemos afirmando que apenas algumas pessoas podem ser empreendedoras. Ou seja — aquelas que tiveram a sorte de nascer com o dom correto.

    Eliminamos da equação todo o esforço e o estudo aos quais as pessoas podem se submeter para se tornarem empreendedoras. Sem falar nos sonhos, na dedicação, na vontade de prosperar. Para mim, é isso que uma pessoa precisa para ser empreendedora.

    Se tornar um empreendedor é uma escolha

    Outras pessoas e empresas questionam a ideia de que o empreendedorismo é uma tendência natural. A Fundação Kaufmann, por exemplo, elaborou uma pesquisa chamada “Anatomia de um Empreendedor”. Um dos resultados obtidos é que 52% dos empreendedores bem-sucedidos são os primeiros de suas famílias a realizarem esse feito. Ou seja: não há nenhuma genética envolvida no sucesso.

    É claro que há pessoas que têm mais facilidade e propensão para desenvolver suas habilidades. Há quem goste de lidar com números, por exemplo. Ou pessoas que aspiram se tornar líderes. Entretanto, eu reforço: isso são facilidades. Para se tornar um empreendedor, não há nenhum segredo, nem mistério. Pelo contrário: tudo vai depender das suas atitudes.

    O que é uma atitude empreendedora?

    Para você, o que é ser empreendedor? Para muitas pessoas, a resposta é: alguém que abriu seu próprio negócio. A definição não está incorreta, é claro. Mas não é só isso.

    Um empreendedor é um visionário. Não importa se você é um funcionário, ou um líder. Você gosta de assumir riscos e responsabilidades no seu trabalho? Então, já está construindo uma postura empreendedora.

    Eu também gosto de lembrar que é empreendedor todo aquele que se esforça para construir suas próprias oportunidades. Isso significa não esperar que elas apareçam. Você é pró-ativo? Gosta de estar sempre em movimento, a par de tudo? Sente prazer em ser participativo no trabalho? Se você respondeu “sim” para essas perguntas, então você também é um empreendedor. 

    Como se tornar um empreendedor?

    Ter a própria empresa é só a ponta do iceberg. Criatividade, ousadia, resiliência, inovação, senso de oportunidade… Eu poderia fazer uma lista enorme de quais características você precisa desenvolver para ativar o seu espírito empreendedor. E tenha certeza: todos nós temos um.

    No entanto, tenho certeza de que, a essa altura, você deve estar se perguntando como assumir uma postura empreendedora. Acertei? Então, presta atenção nestas dicas:

    1 – Seja curioso

    Estar aqui, lendo esse artigo, é um reflexo de que você nutre uma curiosidade dentro de si. A pessoa curiosa tende a ter fome de conhecimento. A viver em busca de novas informações, por exemplo. Ou novos jeitos de ser e realizar tarefas. A curiosidade vai te tornar uma pessoa estrategista e dinâmica.

    2 – Desenvolva autonomia

    Aprenda a se autogerenciar e a tomar decisões por conta própria. Isso porque quando você deixa de ser dependente da aprovação alheia para agir, se torna mais propenso a enxergar oportunidades e potencial por si próprio. 

    3 – Exercite diferentes pontos de vista

    Muitas vezes, na correria da rotina, vivemos os nossos dias como se estivéssemos usando uma viseira. Assim, focamos só em um pequeno recorte da realidade. Por consequência, não tentamos enxergar as coisas por meio de novos ângulos. Quando você exercita essa habilidade, vai perceber novas formas de executar o seu trabalho. Além disso, verá novas ideias que antes passavam despercebidas.

    Não volte a duvidar: todo mundo pode ser empreendedor

    Lembra que, no começo deste artigo, eu desconstruí a ideia de que ser um empreendedor só é possível quando você já nasce com esse espírito dentro de si? Então, muita gente sente medo de empreender por acreditar nesse mito.

    Se você é (era!) uma dessas pessoas, saiba que todo mundo pode ser empreendedor. Absolutamente todo mundo. Para isso, basta estudar e assumir uma postura empreendedora. Basta ter muita vontade e coragem. E mesmo essas habilidades podem ser trabalhadas. Acredite: tudo é possível. 

    Você só precisa, afinal, querer e se cercar de pessoas que te ajudarão a ser melhor.

  • 4 métodos de venda que você precisa conhecer

    4 métodos de venda que você precisa conhecer

    Quando alguém começa a empreender, faz um pouco de tudo. Improvisa métodos de venda, por exemplo. Além disso, sabe tudo sobre seu produto ou serviço, como vendê-lo, como o cliente vai reagir à abordagem…

    Entretanto – e felizmente, é claro – chega o momento em que o time cresce. E aí você precisa transmitir todo esse seu conhecimento, seu know how, para seus funcionários. Uma das maneiras mais eficazes de fazer isso? Adotando um método de venda – ou combinando mais de um!

    Por que trabalhar usando métodos de venda?

    Vender não é apenas habilidade e talento. Longe disso. O ato de vender é uma estratégia que você deve replicar entre todas as pessoas do seu time. 

    A sua estratégia – seu método de vendas, vai orientar você e sua equipe sobre o que (e como) deve ser feito. Ou seja: o processo vai se tornar muito mais consistente, organizado e, por consequência, eficaz.

    Mas, afinal, quais são esses métodos, Felipe? Agora eu vou mostrar a você alguns dos mais populares.

    Customer Centric Selling (venda centrada no cliente)

    O nome já diz tudo. Esse método transforma os seus vendedores em especialistas no cliente. E o que isso significa? Seus vendedores entenderão as dores dos clientes, suas necessidades e receios. Vão ser, afinal, a sua melhor fonte de informação.

    Esse método é ideal para negócios B2B e de longo ciclo. Assim, sua equipe também será especialista nos produtos ou serviços que o seu cliente oferece. Basicamente, seus clientes vão enxergar sua empresa como um porto seguro. 

    Na prática, como esse método acontece?

    • O foco da comunicação será os diferentes tomadores de decisão da empresa do seu cliente;
    • A organização do seu cronograma deve ser de acordo com o cronograma dos compradores;
    • O relacionamento empresa-cliente vai ser nutrido constantemente. Seus esforços devem ser concentrar nesse consumidor. Por isso, sua equipe vai ser capaz de prever erros e problemas e adiantar soluções.

    SPIN Selling

    Venda é comunicação. Por esse motivo, muitas oportunidades são perdidas quando o vendedor não sabe se comunicar com o cliente. Ou quando não faz as perguntas certas, por exemplo. 

    O método SPIN foi criado pelo britânico Neil Rackham. Ele existe para prevenir que esse problema aconteça empresas de qualquer tamanho ou segmento podem se beneficiar dele.

    O termo “SPIN” é um acrônimo para Situação, Problema, Implicação e Necessidade (originalmente Situation, Problem, Implication, Need-payoff). Cada uma dessas etapas representa uma espécie de categoria para as perguntas que seu time deve fazer ao cliente. Em suma, o que exatamente você deve entender sobre ele.

    Em “Situação”, por exemplo, é preciso conhecer o comprador. Para isso, as perguntas serão voltadas para as suas dificuldades. Além disso, são voltadas para quais produtos e serviços seu cliente usa atualmente, entre outras.

    Ao fazer as perguntas certas, em síntese, o relacionamento se torna mais estreito e consistente e também:

    • Reduz quebras de contratos
    • Possibilita novos negócios
    • Aumenta as chances de você ser bem recomendado pelo cliente

    Conceptual Selling (venda conceitual)

    A ideia fundamental desse método é bastante simples: o cliente não quer comprar apenas um produto ou contratar um serviço, ele quer uma solução. 

    O segredo para que o Conceptual Selling seja efetivo na sua empresa é o foco na escuta ativa e na coleta de informações. Ele é bastante semelhante ao método SPIN – e ao atual Inbound Marketing. Aqui, você também precisa entender as necessidades do consumidor. Dessa forma, deve saber os problemas pelos quais ele passa e as expectativas que ele nutre.

    Optar por esse método é algo que trará bons frutos a você no futuro. Isso porque a venda conceitual tem o notório benefício de fidelizar os seus clientes.

    BANT

    O BANT também é um acrônimo. Porém, ao contrário do SPIN, ele diz respeito a uma classificação de leads: 

    • Budget (verba): o lead tem verba suficiente para adquirir o seu produto ou contratar o seu serviço?
    • Authority (autoridade): se você tem um negócio B2B, o contato com quem você negocia tem algum poder de decisão na empresa em que trabalha?
    • Necessity (necessidade): seu lead realmente precisa da solução que você pode vender para ele?
    • Time frame (prazo): quanto tempo o lead pretende levar para implementar a sua solução? Você acha que é um tempo que vale a pena?

    A verdade pode parecer dura, mas é a melhor decisão que você pode tomar: se o lead não se enquadrar em nenhum desses critérios, ele deve ser descartado. Lembre-se de que você deve concentrar o esforço do seus times de vendas em leads que realmente sejam potenciais compradores.

    Quais são os seus métodos de venda ideal? 

    Para potencializar as suas vendas, não existe mágica. Talvez um só método não seja o bastante: você pode precisar construir um método próprio, baseado na premissa de conceitos que já existem. 

    Só você pode decidir isso. Afinal, é você quem melhor conhece seu time de vendas, seu produto ou serviço e os seus clientes. Os métodos que eu apresentei apontam o caminho, mas quem trilha é você.

    Quais são os seus métodos de venda atuais? Você sente que eles podem ser melhorados? Essas são as primeiras perguntas que devem ser feitas para encontrar o seu método ideal, aquele que fará a sua enfim empresa faturar.

  • Por que investir em uma equipe de Growth Hacking?

    Por que investir em uma equipe de Growth Hacking?

    Se você é empreendedor, com certeza uma de suas principais missões é fazer a sua empresa crescer. Isso, aliás, não é nenhuma novidade. Inclusive, esse crescimento tem até nome: Growth Hacking.

    O importante aqui é o meio que você vai utilizar para atingir esse crescimento. Primeiramente, são necessárias estratégias inteligentes com experimentações baseadas em dados. Ou seja: você precisa de especialistas em Growth Hacking

    Mas é claro que não é só isso. Contar com profissionais de Growth Hacking é um investimento. E quando se trata de fazer novas contratações e experimentar novas estratégias, é natural que existam dúvidas e receios. 

    Será que esse é o investimento certo? Contratar uma equipe de especialistas vai estourar o orçamento? Quais os benefícios disso para o futuro da empresa? 

    Essas dúvidas são naturais. Na minha visão, entretanto, uma equipe de Growth Hacking é indispensável se seu desejo é acelerar o crescimento da sua empresa. E eu vou explicar o porquê.

    Você contará com profissionais especializados trabalhando em prol da sua empresa

    O Growth Hacking vai muito além do Marketing. Logo, a sua equipe também vai ser multidisciplinar. Imagine que a sua empresa vai contar, por exemplo, com desenvolvedores, gerente de conteúdo, de produto e analista de dados — entre outros, é claro. 

    Esse time de especialistas vai se dedicar de forma integral ao seu negócio. Ou seja, vão estar criando, executando e mensurando as melhores estratégias Growth para o seu caso. Considere sempre que essas estratégias já têm a premissa de oferecer um crescimento exponencial às empresas. Portanto, é lógico que contar com uma equipe exclusiva para isso fará esse crescimento chegar não só em um tempo otimizado, mas também de forma muito mais consistente.

    Porém, é importante ter em mente que nem sempre sair contratando uma equipe inteira focada em Growth é possível, ou mesmo viável.

    Para algumas empresas, o investimento em uma equipe para essa estratégia se resume a um consultor. Uma pessoa que vai auxiliar a organização. Como? Ajudando seus atuais funcionários a conduzir experimentações, por exemplo. Ou a encontrar os melhores caminhos de crescimento a serem seguidos. Ou ainda a melhor forma de entregar valor para o seu cliente.

    Com isso, também começa a se moldar a cultura e o mindset de Growth junto à equipe interna da empresa.

    Sua empresa terá acesso às ferramentas corretas de Growth Hacking

    O seu time especializado em Growth Hacking será o capital humano dessa estratégia, digamos assim. A grande vantagem aqui é que você não contará apenas com o know-how desses profissionais. Além disso, terá à disposição as ferramentas que eles vão trazer para a sua empresa. As ferramentas corretas, é claro.

    Muitas empresas já exploram o Google Analytics e estratégias de SEO, por exemplo. E com toda razão: essas ferramentas são valiosas. O que a equipe de Growth Hacking fará é somar novas ferramentas à estratégia. Em suma, vão introduzir mais meios para que você atinja seus objetivos.

    Com o HubSpot e o RD Station, por exemplo, a sua empresa terá um entendimento muito mais profundo e assertivo sobre seus clientes. Vai saber onde eles estão, entre outras informações, suas idades, pelo que se interessam, o que eles precisam. 

    Você terá em mãos dados valiosos que vão mudar o rumo dos seus planejamentos. Consegue imaginar?

    Você poderá escalar o seu negócio

    Esse é, afinal de contas, o principal objetivo do Growth Hacking. Aqui, eu quero deixar claro que os benefícios a curto, médio e longo prazo valem a pena quando há a seu dispor esse time de especialistas.

    Isso porque de nada adianta você contar com dados em sua empresa e não saber exatamente o que fazer com eles. Essas informações são preciosas e é nelas que está a chave que você precisa para traçar um plano de ação que seja efetivo.

    Porém, é preciso saber o que fazer com esses dados e quais ferramentas utilizar para aproveitá-los — e os profissionais de Growth Hacking sabem. 

    A escalada do seu negócio é a consequência da aplicação dessas boas práticas. A soma de tudo isso trará bons resultados. Suas vendas vão aumentar, seu site e redes sociais terão mais tráfego, você vai passar a atingir apenas o público certo, e irá descobrir qual a mensagem certa a ser enviada. 

    Em resumo, vai passar a oferecer uma experiência mais personalizada para o seu cliente, vai enfim entregar valor para ele. E é isso que faz a diferença para um consumidor, é isso que faz ele escolher a sua empresa, ou o seu produto.

    E um detalhe importante, como eu comentei em outro artigo, em uma pesquisa do “Startup Genome Project“, 70% das startups falham por acelerar cedo demais. Um profissional de Growth Hacking vai te ajudar a entender o momento certo de pisar no acelerador.

    Uma equipe de Growth Hacking é uma fábrica de ideias

    Eu gosto de pensar que ter uma equipe ou um profissional de Growth Hacking na sua empresa é como ter sua própria fábrica de ideias.

    Ao seu lado, estarão profissionais que não só entendem do assunto, mas que estão ligados nas tendências e mudanças das plataformas e da área. 

    Essas ideias, é claro, vão se transformar em experimentos mais assertivos.

    Provavelmente sua equipe encontrará menos dificuldade para achar a estratégia certa para atingir suas metas. Tudo isso por causa dessa soma de expertises, completamente concentrada no seu negócio.

    Você sabe que, para crescer, precisa investir. E é melhor que saiba investir nos pontos certos, aqueles que vão te gerar lucro no futuro. 

    E repito: eu sei que a sua empresa provavelmente já lida com muitos dados. Porém, sem a análise adequada e o uso correto, esses dados, tão valiosos, não têm tanta serventia assim. 

    Então, se você deseja otimizar o relacionamento com o seu cliente e crescer exponencialmente, precisa estar disposto a investir em resultados. E esses resultados só vão ser conquistados por meio das ideias, do planejamento, das ações, das análises e de insights assertivos. Ou seja: tudo aquilo que um profissional de Growth Hacking pode te ajudar a conseguir.

  • 8 hacks para um e-mail marketing de alta performance

    8 hacks para um e-mail marketing de alta performance

    Você abre a sua caixa de entrada pela manhã — ou em algum intervalo em meio a correria diária — e todo dia se depara com o mesmo: uma lista enorme de e-mail marketing esperando para serem abertos.

    Com tantas opções (e tão pouco tempo sobrando), serão lidos apenas aqueles que se sobressaem, certo? Do ponto de vista do destinatário, relevância é a palavra que resume o que um e-mail marketing precisa oferecer para ter seu conteúdo consumido.

    Já do ponto de vista do remetente, o objetivo é resumido na palavra performance. Ou seja: é preciso criar um e-mail marketing que performe bem.

    Como fazer isso?

    Alguns hacks vão garantir a elaboração de um e-mail marketing com altas taxas de abertura e conversão. Hacks que levam em consideração a relevância e a performance, estratégias que você, a pessoa que envia o e-mail, irá adotar, mas que considera também a experiência de seu destinatário.

    Hack #1: trabalhe bem o assunto do seu e-mail marketing

    É isso que o seu público vai ler por primeiro. Por isso, você precisa entender que essa é uma das partes mais importantes do seu e-mail. Sem um bom assunto, não importa quão bem construído esteja o conteúdo do material, afinal, ele não será aberto.

    O assunto ideal não existe, ele depende de quem é a sua persona e seu público-alvo. Para encontrar a sua melhor fórmula, faça testes: experimente diferentes tamanhos, use palavras-chave, emojis, teste a eficácia de fazer perguntas e exibir ofertas.

    Não se esqueça: o assunto é o primeiro passo para o seu e-mail marketing converter.

    Hack #2: segmente seus envios para que eles sejam personalizados

    Quem abrir o seu e-mail precisa sentir que aquele conteúdo é especial, criado especialmente para ele ou ela. Clientes não gostam de ser tratados como “apenas mais um”, não acreditam mais que uma venda é apenas uma venda. Uma venda deve ser uma relação.

    Para isso, você precisa segmentar o seu mailing, dividir os destinatários em grupos com características e interesses similares, para então criar conteúdos diferentes para cada um deles.

    Eu te garanto: e-mails assertivos e personalizados têm maior taxa de abertura e conversão.

    Hack #3: concentre-se no mobile first

    Você já deve saber que a maioria das pessoas consome conteúdos quase que unicamente pelo celular, certo? Você mesmo deve fazer parte dessa estatística.

    Para criar um e-mail marketing ideal às plataformas mobile e fácil de consumir em smartphones, não é necessário esquecer da versão desktop. É possível criar um conteúdo responsivo, que se adapta à qualquer formato de tela.

    Se a pressa do dia a dia já nos impele a passar menos tempo absorvendo um conteúdo com calma, imagine, então, um conteúdo que é difícil de absorver por questões técnicas!

    Hack #4: tenha uma call to action (CTA)

    O que você quer que o seu público faça após ler o seu e-mail marketing? Acesse um artigo no seu blog? Vá para a loja virtual? Compre um produto específico?
    Isso precisa estar claro.

    Em um e-mail, a call to action aparece em forma de botão, geralmente no final do conteúdo e com um texto curto e objetivo (Compre agora!, Baixe o material!, Clique aqui para ler!). É muito importante que seu destinatário não tenha dificuldades para encontrar esse botão, ou para saber onde exatamente deve clicar.

    Então, prefira usar apenas um CTA para cada e-mail. Experiência do usuário é isso.

    Hack #5: invista em um copy persuasivo

    E-mails marketing geralmente são conteúdos mais curtos. Você não tem tanto espaço para convencer o seu público de comprar o seu produto, por exemplo. Por isso, o seu texto precisa ser persuasivo.

    Mostre ao seu destinatário que a oferta ali apresentada é imperdível. Que as vagas para o seu curso estão acabando ou que a promoção tem tempo limitado. Essa estratégia tem nome: gatilhos mentais.

    Os mais comuns são o de urgência e o de escassez — você acabou de ler alguns exemplos no parágrafo acima.

    Também há outras opções: explorar a relação de dor x solução, gatilho de novidade, reciprocidade, antecipação etc.

    O texto certo fará você vender mais.

    Hack #6: faça testes de hora e dia ideais para envio

    Se alguém disser a você um dia e uma hora exata para enviar seu e-mail marketing, garantindo que isso o fará performar melhor, não acredite. Afinal, se esse momento ideal existisse, todos iriam enviar materiais ao mesmo tempo — o que resultaria em caixas de entrada lotadas e e-mails ignorados.

    O dia e o horário ideal para enviar seu e-mail marketing até podem existir, mas eles devem ser definidos de acordo com o seu o público. Como descobrir? Fazendo testes. Explore diferentes possibilidades e invista naquelas que apresentarem os melhores resultados.

    Hack #7: tenha uma base consistente de e-mail marketing

    Envie seus e-mails para quem deseja ler eles. Em outras palavras: jamais compre listas de contatos ou envie conteúdo para quem não o solicitou.

    Uma base consistente de e-mails é construída através de meios corretos: captação de leads em uma promoção, oferta de um e-book ou material relevante ou simplesmente um campo no seu site onde as pessoas possam se inscrever na sua newsletter.

    Simplificando: vá até onde o seu público está e ofereça algo em troca de seu contato. O convença de estreitar o relacionamento com a sua empresa e os seus serviços.

    Hack #8: ofereça um botão para descadastramento

    Você certamente não quer que as pessoas deixem de acompanhar o seu conteúdo. Entretanto, você não pode obrigá-las a continuar com você.

    Por isso, jamais deixe de garantir que a sua empresa mantenha um relacionamento saudável com os clientes. Assim, uma das formas de fazer isso é deixando claro que seus destinatários têm total liberdade de optar por não mais receber seus e-mails caso desejem.

    Não transforme o seu e-mail marketing em spam!

    Até aqui, com esses hacks, te ensinei não apenas a construir e-mails que vão converter melhor, mas também a aprimorar o relacionamento entre sua empresa e seu público. Porém, não é só isso: ao seguir essas boas práticas, você também evita que seu conteúdo seja marcado como spam.

    Quando muitos usuários marcam um e-mail como spam, o seu envio pode começar a chegar para menos pessoas — uma vez que ele deixará automaticamente de aparecer na caixa de entrada de seus destinatários.

    Agora que você já sabe de tudo isso, da próxima vez que for escrever um e-mail marketing, eu garanto que a sua performance será impecável.

  • Como copos de água grátis geraram US$ 100 milhões para uma empresa agonizante

    Como copos de água grátis geraram US$ 100 milhões para uma empresa agonizante

    Ted Hustead parou e observou o nada.

    O uivo do vento cheio de poeira era a única coisa que preenchia o silêncio. Na calçada oposta, um homem mais velho passeava com o cachorro. À esquerda e à direita de Ted havia pouco mais do que fantasmas.

    A cidade em que ele cresceu estava morrendo. Isso era evidente. Aqueles que tiveram sucesso já haviam partido. Aqueles que ficaram não tinham dinheiro.

    Ted mal era uma exceção. Atrás dele, sua loja de conveniência, Wall Drug Store, estava mais vazia do que sua carteira.

    Eles não tinham visto um único cliente naquele dia. Sua esposa acabara de dar à luz. Como um homem de seu tempo, esperava-se que ele sustentasse sua família. Ele foi atormentado pelo medo.

    Mas as coisas pioraram.

    Cinco anos de dificuldades

    Com exceção da perfuração de poços no solo, as planícies desoladas de Dakota do Sul ficam longe do lugar onde normalmente se começa um negócio. Era semelhante a plantar uma flor no concreto.

    A ira dos elementos era implacável. Foi o início da Grande Depressão. Foi também “o Dust Bowl”, um período de secura excepcional no meio-oeste.

    Quando as fazendas morreram, elas explodiram em enormes tempestades de areia que consumiram cidades inteiras.

    Ted começou seu negócio mais por necessidade do que por desejo. Ninguém estava contratando. Ele tinha filhos para alimentar.

    No entanto, sua solução para um problema criou outro. Ele mal estava solvente. Se ele fechasse o mercado, não estaria apenas desempregado, mas também endividado. A cidade deles não passava de um posto de gasolina em uma rodovia no deserto. Eles precisariam se adaptar, como um animal, ou enfrentariam a extinção.

    A solução para os seus problemas

    A esposa de Ted teve uma ideia simples e que mudaria suas vidas em 1936. Ela estava fazendo algumas entregas e buscando mantimentos.

    Ela estava em um estacionamento perto da Rota 16, a principal rodovia perto da cidade. Ela tinha ouvido carros indo em direção ao Monte Rushmore. Ela também estava com muita sede naquele momento. Então, ela olhou para a rodovia e percebeu o que eles podiam fazer.

    Os carros não tinham ar condicionado até meados da década de 1940. Dirigir em um deserto parecia legitimamente como dirigir em um deserto. A maioria das pessoas mantinha as janelas abertas e frequentemente se esquecia de trazer água.

    No dia seguinte, Ted e sua esposa estavam ao longo da Rota 16, martelando placas no chão. Em cada uma delas, dizia: “Água gelada grátis! Walden Drugs.”

    “Refrigerante! Cerveja! E – Água Gelada Grátis. Walden Drugs. ”

    No dia seguinte, foi como se uma barragem tivesse rompido. Eles não conseguiam acompanhar o fluxo de clientes. A esposa de Ted veio ajudá-lo a trabalhar no caixa, enquanto ele distribuía água gelada de graça e as pessoas compravam itens por impulso em sua loja.

    Percebendo a oportunidade, eles adicionaram mais placas à estrada. Um mês depois, um policial apareceu em sua loja.

    Ele incomodou Ted por violar as leis de publicidade. Se ele fosse anunciar, ele teria que fazer isso legalmente. Felizmente, Ted acumulou receita suficiente para comprar um outdoor de verdade. As coisas só ficaram melhores e melhores a partir daí.

    Hoje? O negócio está crescendo. Você verá outdoors a centenas de quilômetros de distância. Você não encontrará muitas pessoas que nunca ouviram falar da Wall Drug Store. Eles são uma das mais conhecidas do Centro-Oeste Americano.

    Ela tornou-se um shopping completo:

    Wall Drug Store

    O tempero secreto que você pode usar

    Este pode ser um exemplo incomum de marketing excelente. Mas, como escritor, sempre admirei aqueles que podem fazer algo do nada. É preciso ter intuição, criatividade e desenvoltura, que muitas vezes você encontra nos extremos.

    Se seu orçamento for baixo, concentre-se no que as pessoas desejam e não têm. Em seguida, priorize o que você pode fornecer de forma barata.

    Clientes e leitores estão impacientes:

    Source: Alittlebitmoe pic

    Lembre-se sempre da sigla “WIIFM” (what’s in it for me – o que isso traz para mim), ao lidar com pessoas.

    Você nem sempre precisa dar a eles o que eles precisam. Basta fornecer o que elas querem. A maioria dos clientes não consegue ver a diferença de qualquer maneira.


    Esse é um post originalmente escrito em inglês (How Free Cups of Ice Water Generated $100M for a Dying Business) por Sean Kernan, que gentilmente autorizou sua tradução e publicação com pequenos ajustes para o Brasil no site felipegubert.com.

  • Não existe atalho no Growth Hacking

    O termo “hacking” tem como definição literal “a obtenção de acesso não autorizado a dados em um sistema ou computador”. 

    Esse entendimento era mais comum no fim dos anos 90 e início dos anos 2000, mas nos dias atuais, hacking virou sinônimo de atalho.

    Podemos ver diversos gurus propagando “hacks” para aumentar sua audiência no instagram, “hacks” para que seu site tenha mais acessos de forma rápida e fácil, “hacks” para aumentar o seu faturamento e por aí vai.

    Essa confusão em relação ao termo (pelo menos no Brasil) acabou fazendo com que as pessoas acreditem em soluções mágicas para quase todos problemas de marketing.

    Onde o Growth Hacking se encaixa nisso? 

    Muitas pessoas acabam relacionando Growth Hacking com fórmulas mágicas para crescimento rápido – das redes sociais, dos sites, dos lançamentos, das empresas como um todo.

    Porém, Growth Hacking vai muito além de um simples atalho. Growth Hacking é metodologia, mindset e processos.

    A metodologia de Growth Hacking

    Growth Hacking segundo Sean Ellis é “Marketing orientado a experimentos”. Parece muito simples, mas vai muito além disso.

    Temos como ponto de partida, a Pirâmide do crescimento:

    Esses 5 níveis representam a base da metodologia de Growth Hacking, onde quer que ele vá ser aplicado.

    Nível 1: Product-market-fit (Mercado e Ajuste do Produto)

    Crescimento sustentável requer adequação do Produto ao Mercado. Essa é a base da pirâmide. 

    Ter um produto que atenda a uma necessidade de mercado é essencial para qualquer estratégia de crescimento. Mas como entender se o seu produto está ajustado ao mercado?

    Pergunte aos usuários: “Como você se sentiria se não pudesse mais usar este produto?

    As possíveis respostas devem ser:

    • Muito desapontado
    • Um pouco desapontado
    • Normal / nada desapontado
    • Eu já parei de usar o produto

    Se mais de 40% das respostas for “Muito desapontado”, você tem um produto ajustado ao mercado. 

    Do contrário, é necessário entender onde seu produto não está atendendo bem seus clientes, ou quais dores ele não está resolvendo e voltar à prancheta, fazer os ajustes e tentar se posicionar novamente.

    Você pode tentar aplicar estratégias de crescimento acelerado não tendo um product-market-fit, porém, de acordo com o “Startup Genome Project”, 70% das startups falham por “acelerar cedo demais”. 

    Por isso, product-market-fit é essencial antes de acelerar um negócio.

    Nível 2: Definição da Métrica North Star

    O conceito de North Star Metric (NSM) ou Métrica da Estrela Guia é de forma resumida: entender qual é a única métrica que realmente impacta o negócio.

    Para descobrir sua NSM, você deve entender o valor que seus clientes mais fiéis obtêm ao usar seu produto ou serviço.

    Um exemplo é o UBER, que como empresa poderia escolher inúmeras métricas: número de usuários, faturamento, lucro, etc.

    No fim, o que importa pro UBER é: Total de Corridas Diárias.

    Ao escolher o total de corridas diárias, essa única métrica representa:

    1. aumento de receita
    2. maior engajamento do usuário
    3. aumento da receita do motorista
    4. maior participação de mercado

    Essa única métrica baseia todas as decisões e ações que a empresa tomará para crescer exponencialmente.

    Além disso, a NSM em empresas B2B normalmente reflete em receita, e para empresas B2C reflete em engajamento.

    Existe também o conceito de “métrica da obsessão” criado pelo Gabriel Costa, que resumidamente é uma métrica intermediária, ou seja: não é a métrica final de negócio como receita, e que tem um prazo.

    Resumidamente, é uma métrica temporária e geralmente direcionada a um maior gargalo – seja no funil ou do negócio em si. Quando essa métrica estiver dando bons resultados, se parte para uma nova métrica da obsessão.

    Nível 3: Equipes, Processos, Aprendendo de forma Organizada

    As equipes de Growth podem ter diversos formatos, tamanhos, serem dedicadas ou não.

    Partindo da abordagem tradicional, uma equipe de Growth pode ter esses papéis:

    1. Growth Master: o papel do Growth Master é parecido com o do Scrum master. Seu  objetivo é fazer com que todas as partes da empresa trabalhem efetivamente juntas para impulsionar o crescimento.
    2. Growth Markters: Seu papel é definir e executar as estratégias em canais e copys.
    3. Growth Analysts: Deve fazer a análise de oportunidades / experimentos.
    4. Growth Designers: Executa o design dos testes.
    5. Growth Engineers: Executa a engenharia dos testes a serem executados

    Você não precisa necessariamente ter uma pessoa para cada papel, mas todas essas funções acabam sendo executadas dentro da metodologia de Growth.

    Vamos pegar por exemplo o mapa de habilidades de um Growth Hacker. Ele não precisa ter necessariamente todas elas.

    Habilidades em Vermelho: o growth hacker precisa ter algum conhecimento (mesmo que básico)

    Habilidades em Amarelo: é preciso ter um conhecimento profundo e experiência com essas habilidades

    Habilidades em Verde: esse item é dividido em lado esquerdo e direito. No lado esquerdo são habilidades mais direcionadas à captação de clientes, e no lado direito habilidades que ajudam a tornar prospects em clientes leais. Todas elas são essenciais para o Growth Hacker.

    Falando de processos, o processo de Growth é um processo contínuo que gera cada vez mais aprendizado. E para gerar mais aprendizado, é necessário cada vez mais testes.

    Existem basicamente 2 tipos de testes:

    1. Pings: testes que servem para descobrir algo. São os testes que executamos para saber se algo funciona
    2. Otimização: são os testes que usamos para otimizar algo (A vs B). Sempre existe uma maneira melhor de fazer alguma coisa, e o teste é a melhor forma de descobrir isso.

    Cada teste sempre começa com uma ideia ou hipótese. 

    Para criar uma hipótese eficaz, nós devemos ter uma definição clara da hipótese (o que você acha que deve ser feito), os resultados esperados, e por que você acha que chegará a esses resultados.

    Nos testes de Growth, se trabalha com uma ideia de que em torno de 80% dos testes propostos falham, e ai entra a parte mais importante de todos os testes: mesmo que ele não gere o resultado esperado, ele deve gerar algum aprendizado. 

    Ou seja: o teste falhou? Você aprendeu. O teste deu certo? Você também aprendeu (e colheu os frutos).

    Você deve estar se perguntando agora: se eu tiver diversas ideias e hipóteses, por qual começar?

    Nesse caso, utilizamos o ICE Score, que é uma nota de 0 a 10 que o criador da hipótese dá para 3 quesitos:

    1. Impacto (Impact):Se a ideia funcionar, qual é o impacto potencial no resultado.
    2. Confiança (Confidence):  Qual é a probabilidade da ideia funcionar (com base em testes anteriores e outros dados de pesquisa).
    3. Facilidade (Ease): Quanto tempo e recursos serão necessários para testar a ideia.

    Você pode simplesmente somar as 3 notas ou fazer a média das 3 para ter o resultado do ICE score. Ele vai ajudar a classificar as ideias em uma ordem que faça sentido. 

    Por exemplo, uma ideia pode ter 8 de impacto, 5 de confiança e 0 de Facilidade. Seu ICE score é 4.33.

    Outra ideia pode ter 4 de impacto, 6 de confiança e 8 de Facilidade. Seu ICE score é de 6. Seria mais interessante começar pela ideia com maior ICE score, mas tudo depende da quantidade de recursos que você tem disponível.

    O Growth Master da equipe vai ajudar também a definir e alocar os recursos necessários para cada teste, junto da equipe.

    Nível 4: Alinhar equipe de testes em torno de oportunidades de alto impacto

    Muitas vezes ao gerar uma hipótese, ela não diz respeito somente a sua área de atuação.Ela pode ser a respeito de marketing, tráfego, produto, funil, etc. 

    E ao abordar outras áreas da empresa para rodar esses testes pode ser complicado no início. 

    Para que esse processo se torne mais fácil, é importante alinhar todas as equipes para o mesmo objetivo. Para isso, é extremamente necessário alinhar entre os líderes e CEO da empresa. Algumas dicas:

    • Compartilhe vitórias (de growth) de áreas acessíveis para ganhar confiança.
    • Agende reuniões para construir cases:
      • Problemas em destaque (dados, pesquisas, vídeos de usuários)
      • Impacto do modelo de melhorias na jornada completa
      • Definir objetivos de alto impacto

    Além disso, é muito importante que você tenha o apoio de algum C-level na jornada de Growth. Isso obviamente se aplica a empresas maiores e mais estruturadas. Isso garante que quando for necessário realizar algum teste, esse C-level consiga “patrocinar” essa empreitada dentro da empresa.

    Isso tudo pois o Growth não trata só de marketing (lembra que eu falei que ia muito além do marketing?). O Growth Hacking cria alavancas de crescimento em toda a jornada do cliente:

    • Aquisição: Qual é a primeira ação que nós queremos que as pessoas tenham? Inscrever-se? Baixar um material? Enviar um contato?
    • Ativação: Quando as pessoas experimentam o valor do nosso produto pela primeira vez e tem o “momento a-ha”?
    • Retenção: As pessoas precisam usar nosso serviço diariamente, semanalmente, mensalmente para serem consideradas retidas?
    • Referência: Como as pessoas convidam outras pessoas para nosso produto?
    • Receita: Qual é o modelo de negócio?

    Nível 5: Mentalidade e cultura Growth Hacker em toda empresa.

    Pense comigo: se uma pequena equipe (muitas vezes de pessoas que não estão focadas em growth, mas acumulam esse papel) pode trazer um impacto tão grande aos resultados da empresa, que impacto teria se toda a empresa estivesse focada com a mentalidade e cultura Growth Hacker?

    Um dos grandes exemplos disso é o Dropbox. Toda empresa tem a mentalidade de Growth e trabalham com ideias, priorização, testes, análises e aprendizado. Outras grandes empresas que têm a cultura de Growth são o Airbnb, Facebook, Twitter e muitas outras. Porém, pelo texto você pode ter uma boa ideia de que o Growth Hacking não é uma bala de prata, um atalho ou um simples “hack” que vai fazer qualquer empresa crescer exponencialmente.

    Existe muito trabalho por trás de toda metodologia e no fim, o conteúdo que eu apresentei aqui é só o básico do Growth Hacking. 

    Então, da próxima vez que alguém te disser que Growth Hacking é um simples atalho, um truque ou um macete, indique esse texto a ele.

  • Nada pode parar a inovação quando ela é disruptiva

    Nada pode parar a inovação quando ela é disruptiva

    O que acontece quando uma empresa surge com uma proposta de valor disruptiva? Assim que os concorrentes se dão conta, é iniciada uma corrida por sobrevivência.

    Algo disruptivo é algo que pode interromper o seguimento normal de um processo, e foi isso que aconteceu com empresas como Kodak (1889 – 2012), Blockbuster (1985 – 2010), COMPAQ (1982 – 2002) e tantas outras empresas que já foram líderes em seus segmentos: inovação disruptiva.

    A inovação dentro das empresas

    Por que as empresas não estão trabalhando mais a inovação? Uma pesquisa de 2017 revelou que somente 36% das empresas Brasileiras investem em inovação, e muitas dessas, por causa dos incentivos fiscais relacionados.

    Isso significa que a maioria das empresas não inova procurando uma disrupção no seu mercado, mas sim por um “incentivo” que ajuda a reduzir o custo com impostos.

    As empresas que o fazem dessa maneira, tem os resultados que procuram: simplesmente uma redução de impostos. 

    Enquanto isso, as outras que entenderam a necessidade de inovar saem na frente, crescem dentro do seu próprio mercado, ganham não só clientes mas criam uma identidade com seu público-alvo, desbravam (e muitas vezes, inventam) novos mercados, e continuam sendo líderes.

    A inovação não é só para as grandes empresas. Inovação é cultura. 

    Inovação é uma nova forma de ver os processos de uma empresa, mas também de aplicar as mudanças necessárias aos processos para que eles tragam o retorno necessário.

    Isso pode ser aplicado a qualquer tipo e tamanho de empresa, a qualquer tamanho de empresa. O grande ponto é que as pessoas estão no centro da inovação.

    Algumas dicas para começar a inovação na sua empresa

    1 – Comece escutando os seus clientes – e torne isso um processo

    Grandes oportunidades muitas vezes estão no atendimento a quem já é seu cliente.

    Sente 1 hora por semana com sua equipe de suporte ou com 5 clientes diferentes (20 minutos cada) e tente entender quais as principais dores, quais os problemas mais recorrentes.

    Em seguida, crie uma matriz com as principais tendências, e comece a verificar a partir disso: quais são as principais dores, e como eu posso criar soluções para resolvê-las.

    2 – Identifique oportunidades

    Não fique meses ou mesmo anos tentando descobrir se uma ideia é uma oportunidade real. Crie processos onde você e sua equipe validem diversas ideias em horas, não em dias.

    3 – Crie e valide protótipos rapidamente

    Protótipos são ótimas formas de validar ideias, além de não serem difíceis de serem executados. 

    Um pedaço de papel, uma apresentação simples, uma landing page, qualquer formato pode ser seu primeiro protótipo.

    O grande ponto é: valide seu protótipo com as pessoas que são os potenciais clientes da sua solução, são eles que vão dizer se a sua solução tem valor ou não.

    4 – Esteja aberto à pivotar

    Não fique focado em uma única ideia se os seus clientes estão pedindo mudanças. Esteja aberto a pivotar pois a grande inovação é atender uma dor que o seu cliente tem – e que ninguém está resolvendo.

    5 – Esteja aberto ao erro

    O erro faz parte do processo. 

    Eu sei que ninguém planeja para errar, mas é preciso ter em mente que por mais que sejamos especialistas em um assunto, o mercado (o seu consumidor) é quem dita as regras. 

    Se o mercado rejeitou sua ideia, aprenda com os erros, escute seus clientes, faça os ajustes necessários e valide novamente.

    A inovação não acontece somente dentro do que nós já conhecemos. 

    Crie e ajuste os processos certos (e não burocratize), motive as pessoas da sua equipe a colaborarem e buscarem a inovação sempre que possível. Assim você sairá na frente da maioria dos seus concorrentes e será realmente útil ao seu mercado.

    E ao ser útil ao seu mercado, o retorno financeiro será proporcional à transformação que você gera.

  • Mínimo Produto Viável: saiba como o MVP pode ajudar a tirar seu projeto do papel

    MVP: Minimum Viable Product ou Mínimo Produto Viável, a sigla queridinha das startups alcançou status de celebridade e hoje faz parte do vocabulário de  todas empresas que desejam de alguma forma inovar na criação de seus produtos.

    Imagine que você vai lançar um novo produto do zero. Você começa com a ideia base, cria e descreve cada uma das funcionalidades, faz o planejamento completo de tudo que você quer colocar no produto antes de começar o desenvolvimento.

    Depois disso, você começa efetivamente o desenvolvimento, e após um período – geralmente longo – coloca o seu novo produto no mercado, e só então começa a ver e entender como o mercado reage ao seu novo produto.

    E se o mercado não reagir bem ao seu produto, se inicia mais um ciclo de planejamento, desenvolvimento, entrega, para depois tentar validar novamente o produto no mercado, e esse ciclo nem sempre funciona.

    Criar grandes produtos requer habilidade, dedicação e disciplina, mas requer também tomada de decisão.

    Decidir quando contratar, quando lançar, para quem, o que construir e também como construir esses produtos.

    No fim das contas, o seu produto é definido pelas escolhas que você faz.

    Diferente de grandes empresas que não pensam seus produtos (ou não validam seus produtos) pensando no consumidor final, aqui é onde as empresas que dão certo se destacam.

    Ao tomarem grandes decisões e assumirem as consequências dessas decisões, elas se abrem para a inovação. Aceitam errar – errar rápido e corrigir para evoluir – e com isso conseguem entregar muito mais valor aos seus consumidores, e são reconhecidas por isso.

    E é justamente nisso que o MVP (Mínimum Viable Product, ou Mínimo Produto Viável) vem para ajudar as empresas a alcançarem esse objetivo.

    As características de um Mínimo Produto Viável

    O MVP tem 3 características básicas

    1. Entrega valor suficiente (que seja perceptível) para que as pessoas comecem a utilizá-lo
    2. Demonstra benefícios suficientes para reter usuários iniciais
    3. Fornece um ciclo de feedback para orientar o desenvolvimento futuro

    Mas como exemplificar essas 3 características? Veja a imagem abaixo:

    Validação de Produtos com MVP

    Explicando a abordagem tradicional:

    • A primeira entrega do produto foi somente uma roda, não gerou valor, tampouco benefício para os possíveis consumidores.
    • O produto voltou para a prancheta, e sua próxima entrega foram duas rodas conectadas por uma prancha, que também não satisfez as necessidades dos clientes.
    • A terceira entrega já foi algo mais palpável, mas ainda tinha problemas (sem direção, sem teto, sem vidros): entregava pouco valor e pouco benefício.
    • A última entrega finalmente acertou, entregando um carro completo: entregou valor e benefício aos consumidores

    Agora pense, a empresa que desenvolveu o produto dessa forma alcançou seu objetivo em relação ao mercado e aos seus consumidores, mas a que custo?

    Quanto tempo e dinheiro foi investido nesse processo para alcançar o resultado?

    Isso era possível na maior parte dos casos pois antigamente o ritmo de mudança dos mercados era lento. Isso significa que o mercado estaria provavelmente igual mesmo após um longo período. Além disso, as possibilidades tecnológicas eram limitadas e caras.

    Explicando a abordagem MVP:

    • A primeira entrega foi um Skate: entregava pouco valor e benefício pra grande maioria da pessoas, mas ao utilizar o conceito de MVP, forneceu um ciclo de feedback onde os consumidores podiam dizer à empresa o que eles estavam achando.
    • A segunda entrega foi um Patinete: entregou um pouco mais de valor e benefícios, mas os consumidores ainda não estavam satisfeitos
    • A terceira entrega foi uma Bicicleta: melhorou a forma de locomoção, mas os clientes ainda procuravam por algo que não precisasse de tanto esforço para se locomover a grandes distâncias
    • A quarta entrega foi uma Motocicleta: resolveu o problema de grandes distâncias, deixou muitos clientes satisfeitos (entregou mais valor e benefícios), mas ainda tinha alguns problemas como: conforto e proteção contra o mal tempo
    • A quinta entrega foi um Carro: reuniu tudo que tinha de melhor, aproveitou todos os feedbacks anteriores e entregou um produto que gerou valor e benefício.

    Ou seja, com um processo rápido e de validação e feedback contínuo, foi possível entregar muito mais valor e benefício em um tempo muito menor, gerando um retorno maior.

    Isso é essencial nos dias de hoje pois o ritmo das mudanças dos mercados é extremamente alto, e o consumidor pode já ter uma nova solução para sua dor quando você entregar seu produto.

    Em contrapartida, as possibilidades tecnológicas são cada vez maiores e ficam cada vez mais baratas, fazendo com que o processo de MVP torne o processo de desenvolvimento, teste, entrega e validação cada vez mais rápido e assertivo.

    Agora pense, o que viria depois do carro, caso o ciclo de feedback continuasse?

    O que NÃO É um MVP

    O MVP não é simplesmente um produto mínimo. Não é como se tivéssemos somente 3 semanas para desenvolver, e começássemos a cortar funcionalidades por isso.

    Um MVP é baseado em interação, iteração, entender as necessidades dos consumidores e suas dores.

    Mas muitas vezes, principalmente quando estamos criando algo realmente novo, aparece alguém dizendo: “Meus consumidores não sabem o que eles querem, não preciso deles no processo de criação” do meu produto.

    E isso realmente pode acontecer. Você pode estar criando algo tão novo que seus consumidores realmente não vão entender o que você está criando.

    Nesse ponto, ao invés de perguntar sobre funcionalidades, você deve perguntar como eles estão gastando seu tempo, que soluções eles estão usando para resolver suas dores?

    A partir dessa análise, de entender quais são as dores reais dos seus consumidores, e como seu produto pode resolvê-las, é que você vai conseguir criar algo realmente novo, e assim validar com eles, mostrando valor, benefício, e gerando um ciclo de feedback para orientar o desenvolvimento futuro.

    As perguntas essenciais para um bom MVP

    Para a criação de um bom MVP, algumas perguntas são essenciais no processo:

    1 – Qual a visão do MVP: aqui estamos falando somente da visão do MVP, e não do produto como um todo. Pense no MVP a ser construido dessa forma: o que estamos tentando entender?

    2 – Declaração de Resultado: O que você acha que esse MVP deve alcançar em termos de resultado?

    3 – Métricas para validação de hipóteses: como você sabe quando deve pivotar (mudar) e quando continuar? O que determinaria o sucesso ou fracasso? Quais dados devemos coletar?

    4 – Personas e plataformas: devemos identificar personas para todo o produto. Para a tela do MVP, identificamos o conjunto menor de personas em que estamos focando nesta iteração. Uma iteração MVP também visa apenas uma ou duas das plataformas para o produto geral. não tem como alvo todas as plataformas de uma só vez. (Exemplo: a iteração 1 segmenta a Persona X e apenas no Android)

    5 – Jornadas: Para essa iteração, declaramos quais jornadas dos usuários serão aprimoradas por este MVP. (Exemplo: “A Persona X deve convidar um amigo para o Aplicativo Android” e “O amigo, ao receber o convite e utilizar o Aplicativo Android, notifica o amigo que convidou’).

    6 – Funcionalidades: devemos criar a lista de funcionalidades que serão testadas nesse MVP. Mas é uma lista completa? Depois de preencher os outros blocos de construção do MVP, revisamos a lista e adicionamos os recursos que estão faltando, ou removemos os que não tem sentido.

    7 – Custo e cronograma: analisando os recursos que precisamos construir para este MVP, qual é o custo e o cronograma?

    Conhecendo o MVP Canvas

    Agora que você já entendeu como um MVP funciona e o que você deve considerar na hora de iniciar um novo projeto com MVP, vou explicar como utilizar o MVP Canvas para colocar sua ideia no papel de forma visual.

    Seguimos o princípio do design centrado no usuário. Ao criar o MVP, devemos considerar os usuários e suas jornadas. Devemos trabalhar nas ações que melhoram ou simplificam suas vidas.

    Mas isso não é tudo. Também devemos explorar o caso de negócios desenvolvendo uma hipótese que podemos testar com o MVP. Isso nos ajudará a entender se estamos realmente avançando, se estamos realmente alcançando os resultados desejados ou aprendendo.

    O MVP Canvas conecta os recursos do MVP com a hipótese de negócios.

    Visualizando e criando o seu MVP Canvas

    Após você ter as 7 principais perguntas respondidas, é hora de preencher seu Canvas. Precisamos traduzir a resposta das 7 perguntas para o seu MVP Canvas. Conheça o formato dele na imagem abaixo:

    MVP Canvas
    MVP Canvas

    Mas como traduzir a resposta das 7 perguntas essenciais do MVP para meu Canvas?

    Pra te ajudar nessa tarefa, eu criei um modelo onde você responde algumas perguntas que te direcionam ao preenchimento do Canvas de forma simples.

    Clique aqui para baixar o MVP Canvas Kit Gratuitamente

    Esse Canvas do seu MVP pode ser feito de diversas formas: escrevendo no computador, escrevendo no papel, imprimindo e colando post-its por cima, a forma que você achar mais conveniente.

    A grande vantagem de utilizar uma forma mais “visual”, é que lembra a todos da equipe tudo que deve ser pensado e executado dentro do MVP. Coloca a equipe no mesmo patamar de informação e contribui para o bom andamento do projeto.

    Uma dica é Imprimir em e deixar bem visível em um local de fácil acesso para tornar essa experiência mais assertiva. No kit para download, além da versão para auxiliar no preenchimento, disponibilizamos a versão para impressão em folhas A3 e A4. Aproveite!