Categoria: Marketing

  • Atenção visual: por que nossos olhos são tão atraídos por rostos?

    Atenção visual: por que nossos olhos são tão atraídos por rostos?

    Até o momento em que lê este artigo, você com certeza já foi impactado por um número enorme de peças publicitárias. Às vezes, nem reparamos. Mesmo assim, elas estão por toda a parte, seja na internet ou no “mundo real”. Elas, por sua vez, podem anunciar qualquer produto ou serviço. Independentemente disso, ao fim, todas elas buscam o mesmo: conquistar a nossa atenção visual. 

    Para isso, as marcas se utilizam de técnicas sobre as quais eu já falei por aqui:

    Tudo isso – entre outras técnicas – é capaz de construir uma peça publicitária assertiva. Entretanto, assim como os bons restaurantes nos conquistam, antes, pelos olhos (a visão de um prato que parece delicioso é capaz de nos despertar a fome), um anúncio também precisa ser estéticamente irresistível. Ou seja, captar a nossa atenção visual.

    A atenção visual tem tudo a ver com o neuromarketing

    Inclusive, eu também já falei de neuromarketing por aqui. Basicamente, a atenção visual diz respeito aos estímulos que o cérebro recebe quando olhamos para algo. 

    E como saber o que, exatamente, nos atrai? Por meio da neurociência! Para descobrir a direção para a qual nossos olhos se voltam – o que conquista nossa atenção visual – pesquisadores geralmente utilizam mapas de calor.

    Como é possível medir a atenção visual de alguém? 

    A ferramenta para gerar esse mapa de calor se chama eye tracker. Em resumo, é um óculos capaz de registrar os movimentos de nossos olhos. Além disso, conta ainda com um dispositivo acoplado no computador que será utilizado durante a pesquisa – para identificar para onde os participantes do estudo estão olhando.

    O resultado disso aponta quais partes de uma peça publicitária chamam mais atenção. Essas, por sua vez, são representadas na cor vermelha no mapa de calor. A escala de cores, aliás, segue esse padrão:

    • Vermelho: áreas recebem mais atenção;
    • Laranja: áreas recebem atenção moderada;
    • Verdes e amarelo: áreas que recebem menos atenção.

    Difícil assimilar tudo isso sem uma imagem, não acha? Então, vamos a um exemplo clássico: o quadro da Santa Ceia.

    É indiscutivelmente perceptível, neste quadro, que os rostos da obra atraem mais atenção do que qualquer outro elemento. O que isso significa? Que chegamos ao principal ponto de análise deste artigo:

    Somos atraídos por rostos

    Não são poucos os estudos da neurociência que deixaram esse fato bastante claro. Eu irei, aliás, trazer alguns aqui, a título de exemplo.

    Primeiramente, entretanto, eu quero deixar claro que o segredo de um anúncio que cative a atenção visual do público não está em simplesmente adicionar uma pessoa à peça. É preciso, como sempre, ter estratégia.

    Para ilustrar isso, me permita te mostrar esse anúncio:

    Na peça, mais uma vez ficou claro que o rosto é a atração principal. Tanto, inclusive, que o texto acabou recebendo bem menos atenção visual do que deveria, já que é a mensagem principal do anúncio.

    Para direcionar, portanto, a atenção visual do público para o lugar certo, a peça foi alterada dessa forma:

    A lógica por trás disso é que, num geral, tendemos a olhar para onde uma pessoa, em uma fotografia, está olhando. Viu como agora o texto recebe muito mais atenção?

    Essa atração vem da representatividade

    No livro Cidade e Alma (1993), o psicanalista James Hillman analisa – como o próprio título já sugere – a relação que nossas almas têm com as cidades onde vivemos.

    Ao longo da obra, o autor sugere que nossos reflexos nos vidros dos prédios, por exemplo, nos auxiliam a nos enxergar no espaço urbano. Ademais, também explica que precisamos nos ver nesses espaços para nos sentirmos mais pertencentes e confortáveis.

    O que isso tem a ver com o marketing? Tudo – e eu vou explicar. Pense no marketing (ou na publicidade) como uma ferramenta que, ao mesmo tempo, exerce duas funções: persuadir e informar.

    Basicamente, informamos para educar o nosso público. Além disso, persuadimos para captar a sua atenção visual e plena, ou para que possamos vender um produto.  

    Entretanto, uma persona só vai parar e absorver a sua informação se, antes, você conquistar o que? Isso mesmo, a sua atenção visual.

    É aqui que entra, aliás, tudo o que falei até agora sobre a nossa atração por rostos. Quando vemos uma pessoa real em uma imagem, inconscientemente nos identificamos com ela. Afinal, é alguém como nós que está ali.

    Esta, inclusive, não é a primeira vez que escrevo sobre como o consumo tem sido cada vez mais humanizado. Isso porque, agora, os clientes não buscam apenas produtos ou serviços – buscam identificação e princípios também. 

    Lembra do artigo da semana passada, sobre tendências de marketing que estão se consolidando agora mesmo? Nele, eu cito o boom dos vídeos e dos assistentes virtuais. O que ambos, afinal, têm em comum? Figuras humanas.

    Como usar imagens de pessoas no marketing?

    Você provavelmente já se convenceu de que usar imagens de pessoas é uma boa ideia para a sua empresa. A pergunta que fica é: como fazer isso, então? Como captar a atenção visual do seu público? 

    Para te ajudar, eu tenho algumas dicas:

    1 – Defina o seu público-alvo

    Pode até parecer repetitivo eu mencionar tantas vezes essa etapa, mas não é sem razão. Se você pretende usar imagens de pessoas, elas devem representar o seu público. Afinal, a representatividade atrai.

    2 – Inclua pessoas em peças publicitárias de forma inteligente

    No marketing, não existe fórmula mágica. Por isso, apenas incluir imagens de pessoas em suas peças não vai operar nenhum milagre nos seus resultados. É preciso, antes de tudo, ter estratégia.

    A imagem em questão deve fazer sentido na ação. Pense, por exemplo, nas instituições de ensino. A maioria delas aposta em peças publicitárias que mostra estudantes felizes, ou alcançando o sucesso. Essa, por sua vez, é uma forma de estimular o seu público a imaginar a boa experiência que terá neste lugar caso decida estudar nele.

    3 – Cuidado com os direitos autorais

    Usar imagens de pessoas para fins publicitários pode ser um assunto delicado. No ano passado, Raquel Motta, que protagonizou o meme “três reais” decidiu processar muitas empresas por uso indevido de imagem. Basicamente, essas marcas utilizaram a sua imagem como forma de autopromoção.

    O mesmo cuidado se aplica à imagem de pessoas famosas. Recentemente, por exemplo, Juliette, campeã da edição de 2021 do Big Brother Brasil, processou a Vivara por utilizar a sua imagem em uma postagem de venda nas redes sociais.

    Para evitar problemas, utilize bancos de imagens – e pague pelas imagens quando esta for a condição para utilizá-las. Se você desejar usar fotos de seus funcionários, por exemplo, para promover a sua empresa, lembre-se de solicitar a permissão do uso de imagem através de um documento oficial.

    4 – Fique atento nos detalhes

    As roupas da pessoa retratada, a posição dos braços, a direção dos olhos, o sorriso: tudo isso interfere na mensagem que você deseja transmitir. Antes de veicular uma peça, portanto, certifique-se de que todos os seus elementos conversam bem entre si. 

    O conceito da Coca-Cola, por exemplo, é bastante trabalhado sob o slogan de “abra a felicidade”. Já imaginou se, nas suas peças, as pessoas aparecem sérias demais? Com certeza não faria sentido, certo?

    Exercite a sua própria atenção visual

    Agora que você aprendeu esse conceito, é hora de aplicá-lo na sua empresa. Para ter sucesso na empreitada, nada melhor do que exercitar a análise da sua própria atenção visual. O que te atrai, por exemplo, em um anúncio? Algo te incomoda? Existe um elemento em especial que te cativa?

    Essa experiência, portanto, pessoal fará a sua percepção sobre atenção visual se tornar mais aguçada. Por consequência, as estratégias da sua empresa também se tornarão mais assertivas.

  • Tendências de marketing que estão ganhando força em 2021

    Tendências de marketing que estão ganhando força em 2021

    Quando se fala em tendências de marketing, pensamos no futuro. Geralmente, as listamos no começo de cada ano e nos preparamos para o seu fortalecimento.

    Entretanto, hoje eu te convido a abrir os olhos para o presente. Afinal, temos tendências que estão ganhando força agora mesmo, enquanto eu escrevo este artigo e enquanto você o lê. 

    Por que, então, esperar para aproveitar essas tendências na sua estratégia? Vamos a elas:

    1 – IGTV

    Você notou que, há algum tempo, o Instagram tem evidentemente incentivado a publicação de vídeos? O IGTV foi a primeira grande mudança que deixou isso claro. Se você procurar agora pelo perfil de qualquer influenciador, verá o ícone do IGTV lá.

    Nele, usuários podem postar vídeos com duração mínima de 1 minutos e máxima de 15 minutos. Se o vídeo for carregado pelo navegador, entretanto, a duração máxima pode ser de 60 minutos. 

    Ao publicar um vídeo no IGTV, ele não vai parar no feed diretamente. Para isso, então, é preciso optar por publicá-lo lá também. 

    O IGTV fez os vídeos ganharem força na plataforma. Entretanto, ele não veio sozinho. Essa afirmação, aliás, nos leva à segunda tendência de marketing:

    2 – Reels 

    O Reels também tem foco em vídeo. Contudo, está mais ligado aos stories do Instagram. Nessa função, há ferramentas para você editar vídeos rápidos, de até 30 segundos. 

    Quem dá aquela olhada nos stories com frequência – e, acredita, muita gente o faz – deve ter reparado em como os vídeos têm predominado o ambiente. Isso porque o vídeo é a tendência da vez.

    Sabia que, segundo o YouTube, 91% das pessoas aumentaram seu tempo na plataforma depois que a pandemia começou? Além disso, alguns dados publicados pela Wyzowl também nos provam o sucesso desse formato:

    • 66% das pessoas escolhem um vídeo para entender mais sobre um assunto;
    • 87% dos consumidores fizeram uma compra logo após assistir a um vídeo;
    • 96% das pessoas assistiram a um vídeo explicativo para entender melhor um produto ou serviço.

    Convencido? 

    3 – TikTok

    Não dá pra falar de vídeos e de tendências de marketing sem mencionar o gigante do momento: o TikTok. Aliás, os Reels foram criados como uma forma de não perder público para a rede social.

    De acordo com a App Annie, o TikTok foi o aplicativo mais baixado de 2020. O impacto dessa rede exclusiva de vídeos é tanto que pode ser notado em nosso dia a dia. Ainda não viu ninguém gravando um TikTok na rua? Eu duvido. Aqui vai outra: percebeu que muito do conteúdo compartilhado no Facebook e no próprio Instagram são TikToks? 

    Para adolescentes e jovens entre 16 e 23 anos, o TikTok é a principal rede social do momento. Até aqui, você já deve ter percebido a influência que a plataforma tem atualmente. Não é de se estranhar, então, que tantas marcas estejam migrando para lá. Afinal, um bom empreendedor está onde seu público também está, não é?

    4 – Podcasts 

    A era dos vídeos vem para nos lembrar que as pessoas querem consumir conteúdos de formas cada vez mais rápidas. Assim, os podcasts também estão no jogo.

    Este formato, aliás, pode ser uma excelente ferramenta para o marketing de conteúdo. Isso porque, com ele, você ainda vai encontrar pouca concorrência. Não se engane: o mercado do marketing de conteúdo é extremamente competitivo. Contudo, apesar do boom dos podcasts, se você pesquisar por um assunto muito específico, não vai encontrar tantos resultados. Ou seja, é a sua chance de se destacar.

    Além disso, pode ofertar um conteúdo de valor para o seu público. Aqui, eu falo muito da importância de educar o seu consumidor. Com um podcast bem produzido, é possível começar esse processo e conquistar novos leads.

    5 – Assistentes virtuais

    Raros são os sites que, hoje em dia, não possuem pelo menos um chatbot. Aquela janelinha que surge no canto da tela para responder perguntas, sabe? 

    Não obstante, quando se fala em assistente virtual, é difícil não lembrar de nomes como Magalu e Nat Natura. Cada vez mais marcas têm aderido à tendência. Hoje, esses personagens conquistaram o seu espaço entre o público. Em outras palavras, se tornaram tão conhecidos quanto pessoas de verdade.

    De onde vem essa tendência? Da necessidade de humanização do consumo. Hoje, um cliente dificilmente vê um produto ou serviço apenas como uma venda. Pelo contrário: ele vê como um conceito, algo digno de uma boa avaliação antes da decisão. Assim, os assistentes virtuais vêm para ajudar nesse processo.

    Para pequenas e médias empresas, talvez ter um assistente virtual como a Magalu pareça surreal. Entretanto, é possível se adaptar à tendência do seu jeito. Você pode, por exemplo, ter um profissional disponível para responder perguntas em seu site, em tempo real.

    Se adapte já às tendências de marketing

    Se estas tendências estão se desenvolvendo agora, isso significa que o momento está quentíssimo para você começar a aproveitá-las. Lembra o que falei sobre estar onde o seu público está? Esta máxima nunca fez tanto sentido. Afinal, a maioria dos usuários estão consumindo, neste exato momento, as tendências de marketing que você acabou de conhecer.

    Está esperando o que para começar? Se precisar de ajuda, conte comigo!

  • Remarketing e retargeting: qual a diferença?

    Remarketing e retargeting: qual a diferença?

    Para muitos, remarketing e retargeting são a mesma coisa. Entretanto, apesar de ambos terem nomes bastante parecidos, dizem respeito a estratégias bem diferentes. Estratégias, aliás, que são bastante eficazes para quem deseja aumentar o número de conversões.

    Para compreender a diferença entre eles – e a função de cada um – vamos começar pelo remarketing. 

    O que é remarketing?

    Em termos bastante simples, significa fazer marketing outra vez, mas para a mesma pessoa. Contudo, não estamos falando de qualquer pessoa.

    O público do remarketing é aquele que já demonstrou interesse no seu produto. Basicamente, a estratégia vem para não deixar esse interesse esfriar.

    Na prática, isso acontece por meio de e-mails. Alguma vez você já recebeu, por exemplo, um e-mail te lembrando dos produtos que você esqueceu em algum carrinho virtual? Isso se chama remarketing.

    O exemplo do carrinho esquecido é apenas um meio de fazer remarketing. Enviar uma promoção também pode ser uma ideia. Ou ainda avisar o seu cliente de que determinado produto, no qual ele já demonstrou interesse anteriormente, está agora com desconto.

    Quais as vantagens do remarketing?

    Seja sincero: quando você deseja comprar algo, efetua a compra logo no primeiro e-commerce que entra? Ou investe algum tempo pesquisando opções? Segundo o Google Adwords, a porcentagem de visitantes que fazem uma compra imediata é minúscula: apenas 3%. 

    Em resumo, pouquíssimas pessoas compram algo durante a primeira pesquisa. Esse número, aliás, se torna ainda menor se considerarmos vendas cuja jornada é mais longa – e dependem de um orçamento, por exemplo.

    Por essa razão, o remarketing é importante. Com ele, você mantém o seu cliente interessado. Por consequência, ele seguirá considerando decidir fazer uma compra pela sua marca. 

    Quer mais alguns dados para se convencer ainda mais de que o remarketing é eficaz? De acordo com um relatório da AgilOne

    • 58% das pessoas gostam de receber e-mails notificando sobre promoções de produtos que elas já visualizaram anteriormente;
    • 41% dos adultos entre 25 e 34 anos desejam ser lembrados de carrinhos abandonados em lojas virtuais.

    Como colocar essa estratégia em prática?

    Primeiramente, é preciso dividir esse público em categorias. Lembre-se: estamos falando de pessoas que já se interessaram pelos seus serviços.

    Dentro deste grupo, é possível dividir os leads em:

    • Pessoas que apenas pesquisaram um produto;
    • Usuários que adicionaram itens ao carrinho, mas não os compraram;
    • Clientes que efetuaram alguma compra;
    • Pessoas que fizeram o download de algum material.

    Para cada um desses grupos, o e-mail deve ser diferente. Quem já comprou algum produto, por exemplo, pode receber ofertas de produtos que complementam sua aquisição. Ou ainda um desconto especial para compras futuras. 

    Ao enviar esses e-mails, eu recomendo que o faça em grande escala. Ou seja, envie para várias pessoas dentro de um mesmo grupo de uma vez só. Dessa forma, é mais fácil centralizar as métricas desse e-mail para avaliá-las futuramente.

    Retargeting e remarketing: qual a diferença?

    Sabe quando você pesquisa um produto e depois recebe anúncios deste item em todos os lugares? Se sim, então você sabe o que é retargeting.

    Ambos remarketing e retargeting focam em pessoas que já demonstraram interesse em sua marca. Entretanto, a diferença está na abordagem e na ferramenta utilizadas. 

    Enquanto o remarketing entra em contato com essas pessoas via e-mail, o retargeting aparece em forma de anúncios pela internet.

    Quais as vantagens do remarketing?

    O remarketing é aquele empurrãozinho que alguém precisa para enfim decidir converter. Afinal, a estratégia, como você já sabe, é extremamente focada – nos usuários que já tiveram contato com a empresa. Além disso, a frequência de exibição dos anúncios é bem mais alta do que uma campanha normal de Ads.

    Além de mostrar novamente produtos já vistos, você pode também ofertar descontos ou frete grátis. Contudo, é claro que uma boa estratégia vai além disso.

    Como colocar o retargeting em prática?

    Sem planejamento, seus anúncios não serão relevantes. Além disso, serão mais caros. Lembre que, aqui, a sua peça publicitária aparecerá constantemente. Você não deseja que isso seja motivo para o cliente cansar de vê-la, certo?

    Para um retargeting de sucesso, por onde começamos? Isso mesmo: pela segmentação de leads. Alguns exemplos são:

    • Quem visitou mais de cinco páginas do seu site;
    • Usuários que visitaram um produto específico;
    • Pessoas que clicaram no link de suas redes sociais;
    • Usuários que deixaram um comentário em sua página.

    Mais uma vez, remarketing e retargeting têm uma semelhança: as peças devem ser feitas baseadas em cada categoria. Se um usuário não visualizou seu produto, por exemplo, não há sentido em bombardeá-lo com um anúncio específico sobre o item. 

    Como o retargeting funciona?

    Para quem ainda é leigo no assunto, os anúncios parecem até misteriosos. Em um dia você visita uma página. No outro, anúncios desta página surgem o tempo todo. 

    O segredo está nos cookies do navegador. Aliás, você já deve ter notado essa mecânica por aí. Afinal, as páginas geralmente enviam uma notificação pedindo se você aceita ou não compartilhar os cookies.

    Com eles, se uma pessoa acessar outros sites, o Google vai identificar a ação e exibir os seus anúncios para o usuário em questão. Para que os cookies registrem a atividade do usuário em seu site, contudo, é preciso ter uma tag inserida no seu código. 

    É possível usar remarketing e retargeting ao mesmo tempo?

    Sim! Afinal, estamos falando de duas estratégias diferentes. Entretanto, é preciso ter bastante cuidado para que ambas as ações sejam complementares. Do contrário, elas podem ser excessivas e cansar o usuário.

    Por exemplo: como você se sentiria se, ao mesmo tempo, recebesse e-mails promocionais e muitos anúncios em diferentes páginas por aí? Com certeza, se sentiria um pouco cansado da pressão. Poderia até considerar a ação bastante invasiva. 

    Por essa razão, o planejamento é indispensável. Somente assim é possível ter uma campanha eficiente e que aumente o número de conversões. 

    Que tal começar a planejar já a sua nova estratégia?

    Se os seus leads precisavam apenas de um empurrãozinho para converter, agora você já sabe como resolver o problema.

    Para que a estratégia dê certo, não se esqueça de considerar a etapa da jornada de compra em que o usuário está. Ou seja, nada de forçar vendas para quem ainda não está perto de converter.

    Cada etapa dessa jornada é valiosa. Além disso, em cada uma é possível fazer esforços distintos para fidelizar e educar um lead. Portanto, saber o que fazer, quando fazer e como fazer é fundamental.

    Apesar de o remarketing e retargeting serem bastante utilizados para etapas de decisão de compra, é possível incluí-los em outras etapas também. Contudo, a inserção deve ser feita de forma assertiva e inteligente. 

    Se você tiver alguma dúvida sobre esse conteúdo, não hesite em me chamar para conversar. Afinal, eu posso mostrar a você como essas estratégias irão aumentar as suas conversões.

  • Stories: como utilizá-los na sua estratégia

    Stories: como utilizá-los na sua estratégia

    Há quem entre no Instagram apenas para olhar os stories. A ferramenta se tornou tão popular, que se espalhou entre outras redes sociais. No Facebook, por exemplo, ela também é utilizada. O Twitter, algum tempo atrás, tentou implementar a função também.

    Com tanto espaço conquistado, os stories fizeram os olhos de muitos empreendedores brilharem. E não é sem razão: temos, agora, mais um meio bastante fértil para usar em nossas estratégias.

    Eu gosto de pensar nos stories como um ambiente que tem vida própria. Está, sim, dentro do Instagram. Entretanto, tem suas particularidades e objetivos. Mesmo a forma como o usuário consome o conteúdo nessa plataforma é especial.

    Por tudo isso, hoje eu vou te ensinar alguns hacks para utilizar os stories ao seu favor. Vamos lá?

    1 – Utilize links nos stories

    Perfis com mais de 10 mil seguidores no Instagram estão autorizados a utilizar links nos stories. Dessa forma, o usuário acessa uma nova página apenas arrastando a atual para cima. 

    Esse é um jeito muito fácil e simples de levar mais tráfego para um site ou landing page, por exemplo. Além disso, você oferece uma experiência melhor ao usuário. Dessa forma, ele pode se aprofundar na temática do seu story, se assim desejar. 

    2 – Faça lives

    Na era digital, uma live é tão interessante quanto um evento físico. Não é à toa que tantas marcas têm se utilizado desse recurso, aliás.

    Ao fazer uma transmissão ao vivo, o Instagram permite que você interaja em tempo real com seus seguidores. Assim, é possível, ao mesmo tempo, levar conteúdo relevante para o público e estreitar os laços com ele.

    3 – Invista em Ads

    Você já deve ter notado que, entre um story e outro, uma peça publicitária sempre aparece. Isso é possível há algum tempo, desde que o Instagram disponibilizou a função de Ads também para stories.

    É importante lembrar um ponto: esses stories patrocinados não podem ser vistos mais de uma vez. Portanto, é fundamental que você construa um story que chame a atenção. 

    Nesse tópico, tenho algumas dicas para te ajudar:

    • Utilize o mínimo de texto possível;
    • Lembre-se de imprimir a personalidade e as cores da sua marca na peça;
    • Não se esqueça de que o story dura apenas 5 segundos;
    • Escolha imagens de alta resolução;
    • Considere as proporções de 16:9 ou 1080 x 1920 pixels.

    Para analisar os resultados do seu story patrocinado, considere:

    • Conversão;
    • Visualizações;
    • Cliques no link.

    4 – Explore os recursos gráficos

    Um bom conteúdo é tudo. Isso, por sua vez, significa que este deve ser esteticamente memorável também. O Instagram oferece inúmeros recursos para incrementar o seu story.

    Opções de fontes de texto, stickers, gifs, filtros, caixa de perguntas, enquetes… São muitos pontos para explorar. Contudo, lembre-se de não exagerar na dose na hora de compor um story. Muitas vezes, menos é mais.

    Dicas rápidas: domine os stories de uma vez por todas

    Como disse, as possibilidades dentro de um story são inúmeras. Portanto, trouxe mais algumas dicas rápidas para você não esquecer na hora de publicar os seus:

    • Não exagere na quantidade. É claro: tudo depende das preferências de sua persona. Mesmo assim, postar demais pode fazer os usuários cansarem da sua marca;
    • Lembre que o formato ideal para essa ferramenta é o vertical. É assim, portanto, que você enche a tela do usuário com o seu conteúdo. Ao postar em outros formatos, você dificulta o entendimento da sua mensagem;
    • Faça um conteúdo específico para os stories. Em outras palavras, nada de apenas replicar postagens por lá. Lembre que os stories são quase como uma plataforma com vida própria. Por isso, você deve criar um conteúdo específico para tal.

    Essa ferramenta te aproxima do seu público

    Pense nos stories como um ambiente um pouco mais intimista. Por alguns poucos segundos, você tem a chance de se aproximar mais do seu público. Logo, é necessário ser interessante e memorável.

    Ao criar uma estratégia para os stories, não foque apenas na venda direta de produtos. Pense, antes de tudo, em relacionamento.

    Assim, estabeleça diálogos e ofereça conteúdos interessantes. Tente criar o tipo de story que faria a sua persona colocar o dedo na tela para impedir o tempo de acabar, para se concentrar melhor na sua mensagem.

    Se bem utilizada, essa ferramenta pode ser um plus na sua estratégia. E olha a notícia óbvia, mas boa: o público você já tem, que são os seus seguidores.

    Partiu colocar as dicas em prática?

  • Técnicas de Neuromarketing: aprenda a utilizar

    Técnicas de Neuromarketing: aprenda a utilizar

    Recentemente, eu introduzi aqui o conceito de Neuromarketing. Em poucas palavras, posso resumi-lo como a exploração do cérebro humano a fim de desenvolver ações de marketing mais assertivas. E quais seriam, então, as técnicas de Neuromarketing?

    No artigo em questão, eu trouxe a Coca-Cola como exemplo. Por lá, na gigante, eles utilizam ressonâncias magnéticas funcionais (fMRI) para entender como a Coca desperta emoções nos clientes

    Ao ler isso, é compreensivo que pequenas e médias empresas se sintam incapazes de incorporar o Neuromarketing em sua estratégia. Por isso, eu decidi escrever este artigo. Afinal, este conceito é tão acessível quanto os demais que eu costumo abordar aqui. 

    Tudo o que você precisa manjar é das técnicas de Neuromarketing corretas para a sua situação.

    Técnicas de neuromarketing: X ideias para você testar

    Acredite em mim: o processo pode ser simples. E o melhor: vai fazer toda a diferença na sua estratégia. Vamos lá?

    1 – Use fotos de pessoas

    Somos seres humanos. Assim, temos tendência a nos identificar com nossos semelhantes. Uma peça de publicidade, por exemplo, nos afeta muito mais facilmente quando vemos outra pessoa nela.

    E importante: use pessoas reais. Afinal, a identificação e a representativa são atrativas aos nossos olhos.

    E por falar em olhos, tenho outra dica. Invista em imagens nas quais os olhos da pessoa utilizada na peça direcionam, também, os olhos do público. Dessa forma, é possível guiar a atenção da sua persona para a informação que você deseja. 

    2 – Trabalhe bem as imagens da campanha

    Aqui, a dica se assemelha bastante à anterior. Ultimamente, o Instagram e o TikTok têm se tornado cada vez mais populares. Além disso, os vídeos, em si, estão sendo preferidos às demais mídias.

    Com isso, entre tantas outras coisas, podemos concluir que imagens chamam a nossa atenção. Campanhas bonitas, com imagens bem trabalhadas e cenários atrativos seduzem o seu público muito mais facilmente.

    3 – Utilize gatilhos mentais

    Já ouviu falar que “não perder é muito melhor do que ganhar”? Quando um e-commerce anuncia que um produto está quase esgotando, por exemplo, muita gente o compra sem pensar duas vezes unicamente pelo medo de perdê-lo. 

    Os gatilhos mentais são muito eficazes para atingir nosso cérebro. Com eles, por consequência, ficamos em alerta quando lemos um “restam 2 unidades” ou “vagas limitadas”. 

    Quer alguns exemplos?

    • Escassez (“restam apenas 2 unidades!”);
    • Urgência (“matrículas abertas só até amanhã!”);
    • Exclusividade (“conteúdo inédito e exclusivo apenas para assinantes!”);
    • Novidade (“Anote na agenda: o lançamento do novo iPhone é hoje à noite!”);
    • Curiosidade (“quer saber mais? Clique aqui!”).

    4 – Utilize fontes de texto de maneira inteligente

    A tipografia que você utiliza para compor uma peça publicitária faz toda a diferença na transmissão da mensagem. Aqui, eu tenho algumas dicas específicas:

    • Utilize sempre as mesmas fontes dentro de uma mesma campanha;
    • Coloque termos relevantes em negrito ou itálico, para guiar a atenção do público;
    • Utilize cores para criar a ideia de contraste;
    • Ainda sobre cores, utilize-as em gatilhos mentais (vermelho para urgência, por exemplo ou escassez).

    Além disso, lembre-se que as fontes devem ser fáceis de ler. Não menos importantes, as palavras devem estar dispostas em nosso sentido de leitura (da esquerda para a direita, de cima para baixo). Afinal, quem nunca viu um daqueles memes com frases ininteligíveis por causa da disposição das palavras e sílabas?

     5 – Psicologia das cores também é uma técnica de neuromarketing

    Lembra que já falei desse assunto por aqui? As cores são carregadas de significados. Por isso, elas também alteram a forma como absorvemos uma mensagem.

    Eu recém falei sobre utilizar a cor vermelha para escassez e urgência, por exemplo. Contudo, se você tem um consultório de pediatria, tons pastéis seriam mais adequados – transmitem calma e são adequados à infância.

    6 – Aplique a ancoragem de preços

    Quando vamos às compras, avaliamos se algo está caro ou barato através de comparações. Em geral, não pensamos se o produto vale o seu preço. Pelo contrário, pensamos que outros produtos (similares ou não) poderíamos comprar pela mesma quantia.

    A ancoragem de preços, portanto, é bastante vista em feiras. Já se deparou, por exemplo, com uma promoção de “3 por 2”? Na maioria das vezes, não precisamos de tantos itens assim. Contudo, o compramos por acreditar que estamos economizando.

    Missão para a próxima campanha: utilizar técnicas de Neuromarketing

    Viu como esse conceito científico está muito mais próximo do que você imagina? Eu tenho certeza, aliás, que muitas destas técnicas de Neuromarketing já impactaram você em algum momento.

    Se, até então, nenhuma dessas ideias tinha passado pela sua cabeça, eu tenho uma missão para você. Na próxima campanha, escolha alguma (ou mais!) das dicas para colocar em ação. Após, observe os resultados da tentativa.

    Eu tenho certeza que isso te ajudará a ter um posicionamento de mercado mais efetivo e humano.

  • Neuromarketing: tudo o que você precisa saber

    Neuromarketing: tudo o que você precisa saber

    O nosso cérebro é fascinante. A cada estímulo recebido, ele pode reagir de mil formas diferentes. Nossas opiniões, nossas preferências, nossas emoções: tudo começa nele. Assim, não é de se espantar que o marketing tenha explorado o cérebro humano a fim de construir estratégias e conexões mais genuínas. Aliás, isso tem nome: neuromarketing.

    Como as empresas sabem o que seus clientes estão pensando? Em geral, através de pesquisas de satisfação, por exemplo. Entretanto, esse tipo de dado nem sempre é totalmente confiável. E eu posso provar:

    Você está em um mercado e é convidado a experimentar o lançamento de algum novo produto. Você prova, mas não gosta. Mesmo assim, mente ao funcionário que gostou. Talvez para não parecer grosseiro, ou porque a avaliação não é assim tão importante para você.

    É claro que esse é um exemplo bastante simplista. Contudo, toca no ponto que eu quero chegar: às vezes, mesmo as pesquisas de mercado mais elaboradas não encontram a verdade de cada cliente. Somos seres humanos, afinal. Em outras palavras, nem sempre nossas ações vão ser fiéis aos nossos pensamentos.

    E o que o neuromarketing faz, então?

    O Neuromarketing deseja se livrar de achismos. Em suma, ele busca compreender as ações do público com base nas informações processadas em seu cérebro.

    Você nunca se perguntou por que uma pessoa prefere determinada marca? Ou por que ela compra (ou não) algum produto? As respostas para isso podem ser muito mais complexas do que você imagina. Aqui, a neurociência entra na jogada.

    Voltemos ao começo deste artigo, quando falo dos estímulos que nosso cérebro recebe. Nessas ocasiões, nossas pupilas podem se dilatar, por exemplo. Às vezes, há também uma resposta muscular, ou o aumento da nossa temperatura corporal.

    O neuromarketing, por sua vez, faz uso dessas informações. Com elas, uma empresa pode ser mais assertiva ao desenvolver uma estratégia. Afinal, vai saber, de verdade, pelo que o seu público é atraído.

    Em termos mais simples, aprendemos a criar os estímulos ideais para acionar cada parte do nosso cérebro.

    E que partes são essas?

    Um neurocientista chamado Paul MacLean desenvolveu uma teoria bastante interessante sobre o nosso cérebro. O nome dela é Teoria do Cérebro Trino. Em resumo, ela divide esse órgão em três partes:

    • Cérebro reptiliano: ou, ainda, cérebro instintivo. Basicamente, essa área é responsável pelos reflexos às nossas emoções primitivas. Assim, é ele que ativa nossos instintos de sobrevivência, como a necessidade de comer ou dormir.
    • Cérebro límbico: esta parte é responsável pela memória. Isso significa, então, que muita informação é armazenada aqui. O cérebro límbico também controla emoções mais complexas e sensações relacionadas aos cinco sentidos.
    • Neocórtex: em resumo, é aqui que nos diferenciamos dos demais animais. Isso porque, nesta parte, estão os lobos cerebrais que nos permitem pensar de forma racional e abstrata. É nessa parte, também, que nasce a nossa criatividade

    E o que isso tem a ver com o neuromarketing?

    Ao entender como o nosso cérebro funciona, é mais fácil desenhar ações que o estimule. Além disso, é possível saber como ativar cada parte dele. 

    Para entender melhor como a mágica acontece, eu trouxe um exemplo da gigante que todos conhecemos muito bem: a Coca-Cola.

    Após ler esse nome, você com certeza lembrou de algo. Dos comerciais incríveis de Natal, talvez. Ou ainda de alguma outra campanha marcante – a Coca tem tantas!

    Uma parte bem grande desse sucesso se deve à ressonância magnética funcional (fMRI). Um exemplo da aplicação desta técnica são os testes cegos, nos quais uma pessoa bebe, sem saber, um copo de Coca-Cola e outro de Pepsi. Neste caso – de olhos vendados – a percepção sobre os refrigerantes não muda muito.

    Entretanto, quando os participantes sabiam que estavam tomando Coca-Cola, o cérebro reagia de forma diferente. Desta vez, a parte límbica era ativada. Ou seja, a área responsável pela nossa memória.

    Com isso, é possível concluir que a marca mexe com a percepção sensorial dos consumidores. O conceito de felicidade, aliás, é uma marca registrada da Coca – e, pelo visto, a técnica para nos envolver nesse conceito funciona. 

    Em um dia de muito calor, a imagem de uma garrafa claramente gelada do refrigerante não te faz salivar? Pois é, esse é o seu cérebro sendo estimulado pelo neuromarketing.

    Como usar o neuromarketing no seu conteúdo?

    Frequentemente, o neuromarketing é aliado ao marketing de conteúdo. Dessa forma, é possível oferecer ao cliente uma experiência de maior valor.  

    Aqui, eu trouxe o exemplo das ressonâncias magnéticas usadas pela Coca-Cola em suas pesquisas. Contudo, isso provavelmente pode parecer muito fora da realidade para você. A boa notícia é: o neuromarketing pode, sim, ser aplicado agora na sua estratégia. Como?

    1 – Invista em um conteúdo simples e acessível

    A parte reptiliana de nosso cérebro, por exemplo, não se envolve com o que é abstrato. A partir disso, é melhor que você aposte em conteúdo acessível, fácil de entender. 

    2 – Utilize boas imagens

    Rimos de memes o tempo todo. Além disso, às vezes, uma figurinha no WhatsApp expressa melhor o que temos a dizer do que as nossas próprias palavras. O que eu quero dizer com isso? Que imagens têm força e valor.

    Portanto, invista em uma boa identidade visual. Não obstante, utilize também boas imagens, que transmitam as emoções e sensações que a sua marca deseja.

    3 – Escreva para seres humanos

    Você deve, sim, se preocupar com os algoritmos do Google. Afinal, eles podem levar o seu conteúdo mais longe. Entretanto, não esqueça de que há um ser humano lendo o que você escreve.

    Um bom conteúdo não é frio, nem robótico. Pelo contrário, ele é feito por pessoas, para pessoas. A minha dica para mandar bem nessa missão é: tenha uma persona.

    4 – Impressione e emocione os seus clientes

    Aqui, as ações ideais dependem do tipo de serviço ou produto que a sua empresa oferece. 

    Quem não lembra, por exemplo, da campanha “Beleza real”, da Dove? Nela, mulheres eram retratadas de duas formas: a partir de suas próprias descrições de si mesmas e a partir das descrições de terceiros. Tudo isso para incentivar o seu público a se olhar com olhos mais gentis, afirmando que há, ali, muito mais beleza do que eles enxergam.

    Esse é um exemplo de estratégia que se utiliza da emoção. Às vezes, um bom vídeo, a partir de uma boa ideia, é capaz de emocionar. Em outras, oferecer uma experiência marcante é o suficiente.

    Não confunda persuasão com manipulação

    Para muitos, o neuromarketing pode parecer desonesto e invasivo. Entretanto, é importante lembrar que ele não existe para manipular alguém. Pelo contrário: ele deve ser utilizado para encontrar formas melhores de oferecer experiências de valor aos clientes.

    Ou seja, a técnica serve para encontrar o melhor para o seu cliente, e também para a sua empresa. Em outras palavras, você não usa o neuromarketing para manipular, mas sim para compreender o público.

    A sua estratégia é capaz de conquistar seus clientes?

    Seja sobre o neuromarketing, ou qualquer outra técnica, já reparou que tudo é pensado para envolver e conquistar clientes, em vez de apenas “vender mais”?

    Isso acontece porque esse “vender mais” é uma consequência. Ou seja, se a sua marca tem valor e sabe se comunicar com o seu público, o sucesso e o lucro vêm. 

    Na era em que estamos vivendo, com clientes tão ligados aos próprios princípios e aos princípios das marcas, o marketing deve ser, acima de tudo, humano.

    Assim, o neuromarketing entra nessa história. Se queremos, afinal, conquistar pessoas, devemos entendê-las. Para isso, nada melhor do que entender o funcionamento de um de nossos órgãos mais preciosos: o cérebro.

  • Sistema de gestão para microempresa: funciona?

    Sistema de gestão para microempresa: funciona?

    “Vale a pena investir em um sistema de gestão para microempresa?”, muitos perguntam. Afinal, por se tratarem de negócios menores, há quem acredite que um sistema assim não é exatamente necessário. Será?

    No passado, os sistemas de gestão até poderiam ser exclusividade das grandes corporações. Hoje, entretanto, é um diferencial estratégico para as pequenas também.

    Se você é empresário, deve saber muito bem como o tempo, às vezes, é curto. Agora, me responda: é possível administrar tudo sem a ajuda de um software? Aqui, considere o estoque, o caixa, o atendimento ao cliente, o marketing etc. É claro que não é possível.

    Por isso, precisamos de sistemas de gestão. 

    Mas o que é um sistema de gestão para microempresa?

    É um software desenvolvido especialmente para pequenos negócios. Basicamente, ele vai simplificar e automatizar as demandas. Além disso, melhora o controle de dados e reduz o risco de erros nos processos do local.

    Este sistema, aliás, também vai integrar informações de todos os seus setores. Por consequência, o fluxo de trabalho vai fluir de forma mais rápida e decisões mais assertivas poderão ser tomadas. 

    E quais os resultados disso para a sua microempresa?

    Agora, vamos juntos entender melhor quais benefícios um sistema de gestão pode te trazer.

    1- Controle

    Imagine controlar todas as informações da sua empresa de forma analógica. Ou seja, anotar em um papel ou planilha cada venda que é feita, por exemplo. É claro que, em algum momento, isso não vai dar certo.

    Um sistema de gestão para microempresas automatiza esse processo. Com ele, cada dado é registrado automaticamente – e de forma bem mais completa.

    2- Produtividade

    Se o sistema de gestão vai tomar conta da burocracia por você, naturalmente haverá mais tempo sobrando. Assim, será possível ter mais tempo para treinar sua equipe, por exemplo. Ou para melhorar a relação com os seus fornecedores.

    Se torna mais fácil, por exemplo, melhorar sua relação com os fornecedores. Ou ainda investir em um treinamento para a sua equipe.

    3- Agilidade

    Com o sistema, vendas poderão ser fechadas de forma muito rápida. Isso significa que a satisfação do cliente vai aumentar. Afinal, quem gosta de perder tempo em filas, ou lidando com burocracias?

    4- Segurança

    Já imaginou perder uma informação valiosa para o seu negócio? Ou ser vítima de um ataque virtual e ter os dados dos clientes roubados? Hoje em dia, esse tipo de ocorrência é bastante frequente.

    Por sorte, você está aqui, lendo este artigo e entendo que um sistema de gestão pode te proteger contra tudo isso.

    Onde este software pode ser usado?

    É claro que ele pode ser uma versão completa, a ser utilizada na empresa toda. Entretanto, há também módulos específicos. Como assim? Eu explico:

    • Financeiro: reúne e organiza todas as informações deste setor em um só lugar. Ou seja, aqui é possível controlar fluxo de caixa e pagamento dos funcionários. E tem mais: também controla contas gerais do negócio.
    • Estoque: o próprio sistema fará contagens e controlará o estoque da sua empresa. Assim, você não precisa ter uma equipe só para fazer esse trabalho;
    • Compras: novos pedidos, histórico de vendas e aquisição ou venda de produtos e serviços não serão mais uma tarefa complexa e que demanda muito tempo. Afinal, o sistema de gestão automatiza e toma conta de tudo isso.

    Toda empresa precisa de um sistema de gestão

    Não importa se a empresa é grande ou pequena. Afinal, como eu já mencionei, há sistemas de gestão para microempresas. 

    Independente do tamanho, um negócio gera, todos os dias, muitos dados. Além disso, lida com muitas demandas. Humanamente, é impossível ter um controle absoluto sobre tudo. Especialmente se você não deseja correr riscos – e eu imagino que você não queira.

  • Pós-venda: como conquistar seus clientes após a compra

    Pós-venda: como conquistar seus clientes após a compra

    Quem acha que a relação com um cliente acaba após uma compra está totalmente enganado. Pós-venda, então, parece ser um termo que muitos ainda desconhecem. 

    Eu não canso de repetir sobre como vivemos numa onde os consumidores buscam por conexão. Ou seja: eles não querem apenas um produto ou serviço. Querem, além disso, se sentir valorizados e especiais.

    O pós-venda, portanto, vem como uma das estratégias para suprir essa necessidade. Para você entender melhor, vamos imaginar um casamento.

    Após o “sim” como resposta, é preciso continuar trabalhando em prol da relação, certo? Com o cliente, a lógica é a mesma. Assim, a conexão vai ser duradoura. No âmbito dos negócios, isso significa que o seu cliente pode voltar no futuro. Ou ainda que vai espalhar bons feedbacks sobre você por aí.

    Não sabe o que, exatamente, é o pós-venda?

    É tudo aquilo que acontece após um cliente comprar algo de sua empresa. Em outras palavras, tudo o que você fará para cultivar essa relação. Aqui, também posso chamar de estratégia de fidelização.

    Na prática, o que deve ser feito?

    Na teoria, com certeza parece simples. Entretanto, a prática exige atenção. Você tem ideia do que precisa ser feito para que um cliente continue ao seu lado, mesmo depois de comprar o que precisa? Não se preocupe, eu vou ensinar a você.

    1- Se mostre preocupado com a satisfação do seu cliente

    Sabe aquele e-mail que você recebe após uma compra online? Geralmente, ele te agradece por ter escolhido confiar em determinada empresa. Alguns dias após a chegada do seu produto, outro e-mail aparece na caixa de entrada. Dessa vez, a empresa quer saber se você gostou da sua compra. 

    Isso demonstra cuidado. Mostra, para o cliente, que você se preocupa com a sua opinião. Portanto, abrir esse espaço para o feedback é extremamente importante em uma estratégia de pós-venda.

    2- Ofereça brindes, especialmente para clientes antigos

    Assim, o cliente percebe que não perdeu o seu valor. Aqui, eu acho bem importante lembrar que um brinde não deve ser algo impessoal. Um chaveiro podia ser um brinde comum antigamente. Hoje, já não é tão valoroso assim.

    Que tal um desconto ou condição especial? É bastante comum que marcas de cosméticos, por exemplo, enviem uma pequena amostra de algum produto junto com alguma compra. Isso mostra que o brinde, às vezes, pode, sim, ser algo físico. 

    O importante é que você conheça o seu cliente. Se você conhece, vai saber como oferecer algo que faça sentido para ele.

    3- Invista em cross selling e up selling

    A grosso modo, os dois significam que a compra vai ser complementada de alguma forma. Além de levar para casa aquilo que já comprou, o cliente pode ter algo a mais

    Com isso entendido, me permita explicar o que cada um significa:

    • Cross selling: ao efetuar uma compra, o cliente recebe uma oferta de um produto complementar. Quer um exemplo? Imagine que você compre um computador novo. Após a compra, a marca vai oferecer a você um fone de ouvido com desconto. Ou seja: um produto complementar, que faça sentido com a compra principal.
    • Up selling: aqui, a proposta é oferecer um upgrade para o cliente. Vamos supor que alguém tenha comprado um curso de edição de vídeos. Depois disso, a empresa pode oferecer um conteúdo exclusivo com preço especial. Um guia de como fazer o tratamento de imagens em um vídeo, por exemplo.

    Seja qual for a sua escolha, uma regra é fundamental: jamais force a venda. Afinal, estamos falando de complementares. O seu cliente deve ter a escolha de querer ou não essas ofertas.

    4- Tenha uma equipe de suporte incrível

    O pior pesadelo de um cliente é comprar algo e, se precisar de ajuda, estar desamparado. Aqui, a boa reputação da sua marca pode ir por água abaixo. 

    Lembre, portanto, que um bom suporte é humanizado. Se um cliente não conseguir resolver um problema por conta própria, com as suas instruções gerais, é fundamental que outro ser humano o ouça e o auxilie.

    5- Lance novos produtos

    Se seus clientes são fiéis a você, vão se sentir especiais ao receberem suas novidades em primeira mão. Acompanhadas de um desconto, talvez.

    Assim, ao lançar novos produtos, mantenha-os informados. Além disso, o próprio lançamento já pode ser algo positivo. Afinal, eles podem ter, novamente, a chance de comprar algo de uma empresa pela qual eles sentem alguma conexão.

    Você já investe em pós-venda?

    Se ainda não investe, comece agora. Para isso, tenha uma boa equipe ou um bom profissional ao seu lado, que entendam do assunto e estejam prontos para te ajudar.

    Eu quero deixar que os resultados falem por mim. Portanto, coloque as minhas dicas em práticas e observe como os seus clientes reagem. Eu não tenho a menor dúvida de que eles vão se tornar fiéis a você.

  • Data-Driven Marketing: o que é?

    Data-Driven Marketing: o que é?

    Ao tomar uma decisão, o que você prefere: seguir a sua intuição ou se basear em fatos e dados? Até mesmo na vida pessoal, é bem provável que você fique com a segunda opção. Basicamente, o Data-Driven Marketing é sobre isso. 

    Como assim? A base dessa estratégia de marketing são os dados, os algoritmos e as estatísticas. Ou seja, de forma alguma utiliza apenas o “feeling” para planejar uma ação.

    O que é, exatamente, o Data-Driven Marketing?

    Em tradução literal, Data-Driven Marketing significa “marketing orientado por dados”. Como eu mencionei acima, a sua estratégia vai ser baseada em informações reais. 

    Na prática, o que isso quer dizer? Vamos supor que a sua empresa conceda crédito para os clientes. Antes de fazer essa concessão, é necessário checar se a pessoa é boa pagadora, certo? Aqui, entra o Data-Driven

    Ao analisar os dados disponíveis sobre esse cliente, você analisa se a concessão deve ser feita ou não.

    No marketing, o processo é o mesmo. Antes de lançar um produto, por exemplo, é importante que a sua empresa tenha conhecimento sobre as necessidades do público. O que ele espera desse lançamento? 

    Quando o marketing é orientado a dados, você tem acesso a essas informações. Ou seja, pode saber onde esses clientes estão e quais são suas preferências.

    E de onde esses dados vêm?

    Acredite, uma empresa produz dados todos os dias, a todo momento. A sua também, é claro. 

    Quando um cliente visita o seu site ou compra um produto seu, dados são gerados. Basicamente, durante toda a jornada de compra a sua empresa coleta informações valiosas sobre seu público.

    O que o Data-Driven faz é organizar e analisar essas informações. Em outras palavras, deixa tudo acessível para que você possa aplicar em sua estratégia. Torna o abstrato em concreto.

    Essa leitura é feita através de ferramentas específicas. Vamos conhecer algumas?

    As principais ferramentas para um marketing Data-Driven

    O Data-Driven Marketing é pura tecnologia. Por isso, não tem jeito: é preciso conhecer as ferramentas certas e usá-las ao seu favor. Aqui, eu listei as mais utilizadas.

    • Business Intelligence: esse processo diz respeito à coleta e análise de dados referentes ao mercado. Dessa forma, é possível conhecer tendências de consumo e informações sobre a sua concorrência.
    • Customer Intelligence: aqui, se coletam dados sobre os seus clientes. Quando a ferramenta faz a análise deles, entende, por consequência, nuances sobre o seu comportamento.
    • Customer Relationship Management (CRM): essa ferramenta é bastante importante. Afinal, é ela que armazena dados sobre os seus clientes.
    • Big Data: mais um must have do Data-Driven Marketing. Essa tecnologia é capaz de extrair e organizar grandes volumes de dados.
    • Enterprise Resource Planning (ERP): este é um sistema de gestão empresarial. Em resumo, ele integra dados de todos os setores de uma empresa.
    • Data Mining: aqui, temos outra tecnologia. Essa, por sua vez, transforma dados simples em estatísticas e conhecimento.
    • Analytics: ideal para usar operações matemáticas para analisar dados.

    À primeira vista, todos esses termos e explicações podem parecer confusos para você. Afinal, a tecnologia ainda não é um terreno familiar para todos. E tudo bem. 

    É para isso, inclusive, que servem as empresas de tecnologia e Inteligência Artificial. De forma geral, elas oferecem esse tipo de ferramentas, bem como auxílio para você utilizar seus dados da melhor forma.

    Após toda essa teoria, eu tenho certeza que você está se fazendo esta pergunta:

    E por que isso tudo é tão importante?

    Ainda neste artigo, eu darei dicas de como implementar, na prática, o Data-Driven Marketing. Entretanto, antes eu quero te mostrar por que esse tipo de marketing é fundamental hoje.

    Primeiramente, nunca é demais lembrar que estamos na era digital. Todos os dias, milhares de buscas são feitas no Google, por exemplo. As compras online estão a todo o vapor. Resumindo, passamos uma boa parte de nosso tempo online.

    Isso tudo significa que, diariamente, uma quantidade colossal de dados é gerada. E novamente eu afirmo: sua empresa também detém muitos desses dados. O material já está aí, com você. Ele precisa apenas ser lapidado.

    Ao se aproveitar dessa realidade digital, através do Data-Driven Marketing, o que a sua empresa ganha é o seguinte:

    • Conhecimento profundo sobre o comportamento do seu cliente
    • Saber quem, afinal, são os seus clientes
    • Possibilidade de saber quais produtos são mais e menos valorizados
    • Descoberta de qual é o momento mais apropriado para abordar um consumidor
    • Informações sobre o que a concorrência faz que atrai seus clientes atuais
    • Entendimento sobre quais formas de contato são preferidas pelas pessoas
    • Aumento na redução de risco de inadimplência

    Com todos esses dados (e muitos outros), sua estratégia se torna cirúrgica. Cada decisão que a sua empresa tomar será extremamente assertiva. Afinal, você saberá exatamente quem abordar, quando e como. 

    Na prática, isso significa mais leads, mais conversões e mais lucro. Além disso, fideliza os clientes, fomenta a cultura da inovação empresarial e te permite identificar oportunidades e riscos com muito mais facilidade.

    E por falar em prática, hora de aprender como implementar o Data-Driven Marketing no seu negócio.

    O Data-Driven Marketing na prática

    Você acabou de ler sobre como esse tipo de marketing fomenta a cultura da inovação na sua empresa, certo? Pois bem, saiba que essa é a primeira dica:

    1 – O Data-Driven deve ser, antes de tudo, parte da cultura da empresa

    O que você entende por cultura empresarial? Para mim, são os hábitos, princípios e diretrizes de um negócio. Estes, por sua vez, influenciam diretamente no modo como os colaboradores trabalham.

    O Data-Driven, portanto, deve ser cultural na sua empresa. Ou seja, é preciso mudar a forma como cada equipe resolve problemas e desenvolvem ideias. Assim, todos esses processos serão feitos baseados em dados. Achismos não têm espaço no Data-Driven Marketing.

    “Sem dados você é apenas mais uma pessoa com opinião”

    W. Edwards Deming

    2 – Invista em gestores de dados

    Aqui, pode ser um profissional, uma equipe, ou uma empresa. Fato é que dados são complexos. Por isso, caso você ainda não seja um especialista, ou não conte com um no seu negócio, é fundamental que esse investimento seja feito.

    Atualmente, muitas empresas oferecem esse tipo de serviço. Elas contam, ainda, com as ferramentas necessárias para processar e analisar os seus dados. Além disso, é possível contratar profissionais da área, ou investir nos que você já tem.

    3 – Invista, também, em tecnologia

    Nesse caso, só a mão humana não é suficiente. Em outras palavras, investir em tecnologias e ferramentas é inevitável. 

    Lembra da lista de ferramentas que você conheceu nesse artigo? São elas que tornam o Data-Driven Marketing possível.

    Então, se você pretende dar esse passo na sua empresa, não sinta medo de separar uma parte do seu orçamento para esse tipo de investimento.

    4 – Torne os dados acessíveis para todos na empresa

    Parece mentira, mas muita empresa coleta dados e não os usa. Ou pior: não permite que os colaboradores tenham acesso a eles.

    Considerando que todas equipes colocam a “mão na massa”, é fundamental que todos possam acessar esses dados e informações. Dessa forma, eles podem ser utilizados para melhorar as estratégias em cada setor. Nesse caso em específico, é fundamental que cada colaborador envolvido com o marketing da empresa possa ter esses dados.

    5 – Ofereça treinamento para a sua equipe

    A tecnologia é uma parte inerente da vida de quase todo mundo. Mesmo assim, é natural que muitas pessoas ainda não saibam trabalhar apropriadamente com elas.

    Por isso, além de permitir que os colaboradores tenham acesso aos dados, invista em treinamentos para essas pessoas. Em outras palavras, ensine sua equipe a usar essa tecnologia toda ao seu favor.

    6 – Defina métricas e tenha objetivos claros

    Lembra que eu falei sobre como muitos dados são gerados todos os dias? Pois é. Por isso, é fundamental que você saiba o que fazer com essas informações. Do contrário, você se sentirá perdido em meio a tanto material.

    Por exemplo: se o seu objetivo, nesse momento, é reter clientes, você pode focar em índices de satisfação. 

    Cada setor terá métricas específicas. Portanto, esse planejamento é bastante importante em toda a empresa. No marketing, muito provavelmente você se concentrará em taxas de conversão e custo de aquisição de cliente.

    O Data-Driven Marketing deve ser um processo contínuo

    Dados novos são coletados todos os dias. Além disso, há o fato de que estamos lidando com seres humanos. Seus clientes, portanto, podem mudar de ideia, descobrir novas necessidades e optar por decisões diferentes.

    Em resumo, toda essa análise de dados da qual falei deve ser constante. Só assim, por exemplo, é possível fazer um marketing completamente personalizado para seus clientes

    O Data-Driven Marketing não deve ser apenas uma medida para superar um momento ruim na empresa, por exemplo. Ou ainda uma estratégia temporária. Na atualidade, a famigerada “era digital”, o Data-Driven deve ser a base de tudo. Eu espero que, depois desse artigo, sua próxima decisão empresarial seja Data-Driven. E que sua próxima estratégia seja em prol da implementação dessa tecnologia que vai mudar os rumos do seu negócio.

  • Storytelling: o que é, dicas e por que virou tendência

    Storytelling: o que é, dicas e por que virou tendência

    Você pode até não entender muito bem (ainda) o conceito de storytelling. Mesmo assim, tenho certeza de que esse termo não te é estranho. 

    Afinal, essa tendência tem se mostrado a queridinha de muitas marcas por aí. Sabe aqueles comerciais de Natal da Coca-Cola que emocionam o mundo todo? Puro Storytelling. 

    Aliás, antes de irmos ao ponto principal desse artigo, deixa eu te contar um fato:

    A humanidade adora uma boa história

    Inclusive, se pensarmos por esse lado, vamos ver que o storytelling nem é exatamente uma novidade. Pelo contrário: a contação de histórias é um hábito que, basicamente, existe desde sempre.

    As pinturas rupestres, por exemplo, nada mais eram do que uma forma de contar histórias. Antes de termos livros e afins, a fogueira era onde todos se reuniam para uma boa narrativa.

    Hoje em dia, obviamente não é diferente. Olha só: gostamos de contar histórias na mesa de bar. Também, assistimos a filmes, lemos livros e gostamos de ouvir as pessoas. 

    Depois dessa explicação, nem sequer é necessário afirmar que…

    Storytelling é a arte de contar histórias

    Em resumo, contar histórias melhora a forma como nos comunicamos. Mais do que isso: entretemos o outro com mais facilidade.

    O storytelling, portanto, é isso: contar histórias. Para tal, temos elementos específicos, como personagens, cenários, conflitos e mensagens. É importante, ainda, lembrar da continuidade. Ou seja: do começo, do meio e do fim. 

    No contexto do marketing, essa técnica serve para que você transmita a sua mensagem de um jeito mais assertivo. Além disso, é mais possível que, dessa forma, você conquiste e envolva o seu público. Lembre-se: vivemos em uma era onde o vínculo emocional conta muito!

    E já que estamos falando do que o storytelling faz pela sua marca, vamos a alguns outros benefícios:

    1- O storytelling é sedutor 

    Digo e repito: amamos ouvir boas histórias. Se a sua marca contar uma, seu público vai prestar mais atenção em você.

    Afinal, o seu grande objetivo não é permanecer na memória dos seus clientes?

    2- As pessoas se identificam com as histórias 

    E, consequentemente, com a sua marca. Isso porque, ao ler uma história, seu cliente se coloca no lugar do personagem principal. Ele também acompanha seus passos e a sua jornada.

    3- Histórias despertam as nossas emoções

    Eu já falei por aqui como os consumidores estão mais exigentes. Em outras palavras, buscam mais do que bens ou serviços. O que eles desejam, pelo contrário, é confiança, credibilidade e conexão. E é isso, portanto, que eles sentem através de uma boa história.

    Um storytelling é sempre uma narrativa?

    De forma geral, entendemos que histórias sempre são narrativas. No storytelling, pelo contrário, uma narrativa não é sempre necessária. Mesmo assim, antes de eu te explicar outra forma de contar histórias, vamos entender os elementos clássicos de uma:

    1- Mensagem

    O storytelling se divide em duas partes: 

    • Story (a mensagem);
    • Telling (a forma como a mensagem é transmitida).

    Aqui, é bem importante que ambos os elementos sejam fortemente trabalhados. Uma boa mensagem, por exemplo, pode ser impactante. Entretanto, se não for contada do jeito certo, não será memorável.

    Há, ainda, o inverso. Ou seja: talvez a mensagem não seja assim tão poderosa. Mesmo assim, a forma como é transmitida impacta quem a ler.

    2- Ambiente

    As histórias sempre acontecem em algum lugar. Por isso, ter um cenário e um contexto é fundamental.

    Aqui, quanto mais detalhes, melhor. Isso porque uma boa descrição facilita o envolvimento do público com o seu conteúdo.

    3- Conflito

    Basicamente, é o conflito que dá emoção para a história. Geralmente, é uma dificuldade a ser superada.

    Nesse ponto, a resolução do problema não deve ser fácil demais, ou romantizada demais. Dessa forma, o público não consegue se identificar com o enredo. 

    Agora que você já sabe os elementos principais de uma história, vamos partir para outra forma de contá-las. 

    A técnica do “show, don’t tell”

    Ou seja: mostrar em vez de falar. Para ilustrar isso, eu trouxe um exemplo. Sabia que uma pesquisa realizada pela FICO mostrou que 65% dos brasileiros, neste ano, estão mais dispostos a abrir uma conta bancária online do que estavam no ano passado?

    Esse é o dado que vou usar para te mostrar duas formas de falar sobre ele.

    Na primeira, vou apenas contá-lo:

    Em uma pesquisa realizada pela FICO, empresa mundial de software de decisão e análise preditiva, foi constatado que 65% dos brasileiros estão mais dispostos a abrir uma conta bancária online neste ano do que estavam no ano passado.

    Agora, vou mostrar esse dado:

    Os aplicativos de bancos já são nossos companheiros há anos. Quando foi, aliás, que você precisou, pela última vez, ir até uma agência para pagar uma fatura? De lá pra cá, as funcionalidades (e o nosso conforto) só aumentaram.

    Agora, mesmo para abrir uma conta em um banco, já não é mais necessário sair de casa. Inclusive, a FICO, empresa mundial de software de decisão e análise preditiva, teve até uma pesquisa que mostrou a boa recepção do brasileiro a esse novo serviço. Em 2021, 65% das pessoas estão mais dispostas a abrir uma conta bancária online do que estavam no ano passado.

    Percebe a diferença? Ao descrever o dado e também o contexto, a mensagem se torna muito mais fácil de ser assimilada. Além disso, é muito mais provável que o seu público se veja naquilo que está sendo dito por você.

    Apenas apresentar o dado dificulta o seu entendimento. E mais: deixa a comunicação mais fria e robótica. 

    Como aplicar o storytelling no seu conteúdo?

    Pegou a essência dessa estratégia? Então, agora é hora de entender como é possível aplicá-la no seu conteúdo. Vamos lá?

    1- Utilize o storytelling como parte do conteúdo

    Basicamente, é o que fiz ao ilustrar o dado da FICO sobre a abertura de contas online. Isso significa que você pode usar uma história, por exemplo, para introduzir um tema.

    2- A narrativa pode ser a estrutura do conteúdo

    Aqui, a história não é utilizada apenas para introduzir o tema. Pelo contrário: ela é retomada ao longo do conteúdo. 

    Nesse tópico, é importante lembrar que a narrativa não precisa ser o foco do conteúdo. Na verdade, ela pode estar lá apenas como sustentação.

    3- Escreva pensando na sua persona

    Essa é uma dica que eu trago em quase todos os meus conteúdos. Afinal, a persona é a base de toda e qualquer estratégia que sua marca desenvolver. 

    É ela que precisará se sentir envolvida pelo seu storytelling. Por isso, considere as suas características na hora de dar vida ao storytelling.

    Algumas dicas práticas para o seu negócio

    Se na hora de colocar a mão na massa você se sentir um pouco perdido, volte para estas dicas aqui:

    • Product placement: conte histórias sobre o uso dos seus produtos, ou sobre seu propósito;
    • Cultura pop: aproveite alguns elementos para relacionar à sua marca;
    • Propósito da marca: por que seu produto ou sua marca são as soluções em determinada área? Responda a isso através de uma história;
    • Personalidade da marca: a sua personalidade também é uma narrativa. Por isso, faça proveito desse fator.

    Essas dicas podem ser preciosas para o seu brainstorming. Afinal, você pode tomá-las como um ponto de partida. 

    E o que não fazer no storytelling?

    Dessa vez, eu não trouxe apenas dicas sobre o que fazer. Portanto, presta atenção nesses don’t

    • Não crie histórias romantizadas demais: o clichê, aqui, pode ser perigoso. A vida, de forma geral, é mais complexa que isso. Logo, uma história previsível demais pode não conquistar a audiência;
    • Não seja direto demais: inclusive, eu até já falei sobre isso aqui. O storytelling é sobre o encanto de contar uma história. Então, ir direto ao ponto deixaria a narrativa bastante seca e nada atrativa;
    • Não construa personagens superficiais: afinal, estamos falando de seres humanos. Em outras palavras, somos seres complexos. Mais do que isso: sabemos identificar um personagem muito raso. Um personagem assim, portanto, não seria capaz de gerar identificação.

    Não existe fórmula mágica

    Ao longo deste artigo, eu te dei muitas dicas. Inclusive, dicas sobre o que não fazer, como você acabou de ler. Entretanto, eu preciso frisar uma coisa: não existe receita de bolo.

    Pessoalmente, eu não sou a favor de delimitar fronteiras para a criatividade. Por isso, quero que você enxergue essas dicas como nortes. Ou seja: elas não são regras, apenas orientações. 

    Aliás, é aí que mora o encanto do storytelling. Cada história é viva e você pode explorar mil formas de contá-la. 

    No fim, o mais importante é que o seu público consiga se envolver com ela. E, acredite, se a história for boa mesmo, ele irá.